Os agentes de saúde e de endemias de Arapiraca decidiram paralisar as suas atividades no município nesta terça-feira, 24. A categoria protesta pelo não cumprimento das reivindicações pleiteadas Os trabalhadores da área de saúde reivindicam o retroativo do piso salarial, o 13% dos funcionários contratados, reajuste de 9% do salário mínimo, repasse do recurso do Programa de Melhoramento do Atendimento de Qualidade (Pmaq), fardamento entre outras reivindicações anteriormente apresentadas.
Portando faixas os manifestantes realizaram um ato em frente ao prédio da Câmara Municipal na Avenida Rio Branco no Centro da cidade. Os trabalhadores reivindicam o apoio dos 15 vereadores das suas reivindicações junto a prefeita Célia Rocha (PTB). Uma audiência com a chefe do executivo municipal foi agendada para discutir a pauta de reivindicação. Mais de 600 agentes de saúde e de endemias trabalham na Prefeitura de Arapiraca, desse total cerca de 200 são contratados.
O presidente da mesa Diretora da Câmara Municipal, vereador Márcio Marques (PSC) recebeu uma comissão de servidores públicos da saúde municipal em seu gabinete na sede do legislativo e garantiu que vai agendar uma reunião com a prefeita Célia Rocha até a próxima sexta-feira (27) para que essas questões possam ser avaliadas e que ocorra avanços nas negociações entre sindicato e gestão municipal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Metropolitano do Agreste, José Anselmo dos Santos, o município tem negligenciado direitos garantidos aos trabalhadores da saúde. Ele denunciou que mensalmente a Secretaria Municipal de Saúde recebe uma verba federal no valor de R$ 400 mil do Programa de Melhoramento do Atendimento de Qualidade (Pmaq.).
De acordo com o sindicalista, esse recurso deve ser direcionado a capacitação e outros investimentos para os profissionais que fazem parte do Programa de Saúde da Família (PSF), do qual os agentes de saúde fazem parte. “O secretário municipal de saúde, Ubiratan Pedrosa, explicou que essa verba foi utilizada para pagar salários de médicos e enfermeiros mas essa não é a finalidade do recurso do Pmaq”, afirmou Anselmo. Após a reunião com os servidores públicos municipais decidiram suspender a paralisação e retomar as atividades. Se não for agendada a reunião com a prefeita até a próxima sexta-feira, a categoria vai decidir em uma assembleia marcada para o dia 01 de abril se vai entrar em greve.