A cultura do fumo em Arapiraca e em dez cidades da região Agreste que foi sinônimo de desenvolvimento e geração de empregos diretos e indiretos poderá voltar a aquecer a econo0mia local e regional. No próximo dia 06 de abril, no Clube dos Fumicultores, na Avenida Rio Branco Centro da cidade uma reunião poderá mudar os rumos e oferecer novas perspectivas para cultura fumageira.
Os pequenos produtores de fumo estarão discutindo com lideranças políticas e representantes do governo do Estado à volta do financiamento do plantio do fumo, com juros de 2% ao ano. A cultura do fumo com uma atividade de trabalho intenso em um período de seis meses do ano foi uma das atividades que mais gerou emprego e renda para os pequenos e médios produtores rurais. Cerca de 30 mil famílias sobrevivem da cultura fumageira na Região Metropolitana do Agreste (RMA).
Na década de 60 e 70, a cultura do fumo começou a sofrer declínios em razão das campanhas antitabagistas em nível nacional aliada aos altos custos de produção e queda do preço do produto além de tecnologias avançadas desenvolvidas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Arapiraca e região chegou a ostentar o privilégio de possuir a maior área continua de fumo da América Latina.
Enquanto a cultura fumageira entrava em declínio, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia os bancos financiavam o plantio do fumo. No Rio Grande do Sul, a cultura fumageira foi responsável pelo superavit nas exportações.
Atualmente, em Arapiraca, apenas três empresas atuam na compra de fumo para exportação, gerando uma pequena parcela de empregos diretos. O voluma maior da produção fumageira do Agreste é levado para outros estados, onde o produto é beneficiado, gerando tributos e postos de trabalho. Com a reestruturação da cultura fumageira em Alagoas, o Estado vai praticamente triplicar seus dividendos com exportação.
O presidente da Cooperativa dos Produtores Agrícolas, Pecuária e Indústrias de Arapiraca (Capial), Francisco de Souza Irmão, disse que para solidificar as ações dos produtores de fumo e outros segmentos produtivos do Agreste, foi criada uma instituição que vai reunir todas as cooperativas da região. Chico da Capial, como é popularmente conhecido, afirmou que a nova instituição de cooperativas pretende ser a voz dos cooperativados não só no Agreste, mas em toda Alagoas.
