Conforme já era esperado, o deputado Isnaldo Bulhões (PDT) foi eleito, na tarde desta quinta-feira, 12, para ocupar um dos cargos mais cobiçados da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o de primeiro secretário, vago desde a renúncia de Ricardo Nezinho (PMDB), no final de fevereiro passado.

Candidato único, o parlamentar foi eleito com 23 votos - contra dois brancos - em votação secreta durante sessão especial ocorrida após a sessão ordinária. Agora a Mesa Diretora deverá convocar eleições para o cargo de segundo secretário, antes ocupado por Bulhões.

Nos bastidores, comenta-se que Edval Gaia (PSDB), quarto secretário da Mesa, será "promovido" - por meio de eleição - à segunda secretaria, abrindo espaço para um novo pleito. Ainda segundo bastidores, o primeiro suplente Inácio Loiola (PSB) é o mais cotado para ingressar na terceira secretaria.

Ao final da votação, Bulhões agradeceu o apoio dos colegas, frisando a vontade se acertar e corrigir os rumos da Casa de Tavares Bastos. "Quando a Mesa assumiu o clima era de crise, mas o diálogo fraterno foi restabelecido, inclusive com os líderes dos servidores", afirmou, anunciando o fim da greve da categoria, que aceitou a proposta de receber o salário de dezembro de 2014 em 14 vezes.

Sem caixa preta

Em entrevista à imprensa após eleito, Bulhões voltou a garantir que a Casa já está adotando todas as medidas com relação à transparência. "Se houve um dia, hoje a Assembleia não tem mais caixa preta", afirmou, ao falar sobre o diálogo que tem sido mantido com os servidores acerca da situação financeira do parlamento.

Sobre a indicação da Diretoria de Recursos Humanos da Casa - cargo que teria motivado a renúncia de Ricardo Nezinho da primeira secretaria - Isnaldo atribuiu a todos os deputados as escolhas dos diretores e elogiou a capacidade técnica do responsável pelo setor. "Não há deputado dono de diretoria A, B ou C. Também não há objeção a nenhum nome, nem existe crise. O momento é de ampla harmonia".

Em relação a exoneração do grupo de servidores comissionados que atuava principalmente nos serviços gerais da ALE, o primeiro secretário explicou que o assunto está sendo tratado com "humanidade", mas que parte daqueles que não foram absorvidos pela empresa terceirizada contratada pelo Poder Legislativo não era essencial no momento. "Havia telefonista sem ter telefone na Casa, por exemplo, mas essas pessoas estão na lista de prioridades e serão absorvidas logo que possível. A Assembleia está no trilho da legalidade, não pode nomear assessor para cargo que não existe", finalizou.

Renúncia

Anunciada no dia 26 de fevereiro deste ano, a renúncia de Nezino aparentemente pegou os colegas de surpresa, embora informações de bastidores dessem conta que a decisão do peemedebista já era conhecida pelos integrantes da Mesa. Na ocasião, o deputado arapiraquense contou que a renúncia foi motivada pelo fato de não ter podido indicar o diretor de Recursos Humanos da Casa, cargo considerado essencial às funções desempenhadas pela primeira secretaria.