A paralisação da Mineradora Vale Verde, integrante do grupo canadense Aura Mineralis, no município de Craíbas na Região Metropolitana do Agreste (RMA) que  paralisou suas atividades de implantação em razão da falta de financiamento frustram as esperanças do povo agrestino que alimentavam a esperança do desenvolvimento com empregos diretos e indiretos.

 Segundo comunicado da assessoria encaminhado à imprensa, “a escassez de crédito e as incertezas econômicas têm resultado em um aumento do nível de análise e precaução”. Atualmente o empreendimento emprega apenas 50 pessoas, que mantêm o escritório da mineradora aberto em Craíbas, distante de Maceió 142 quilômetros.

As aquisições de áreas foram paralisadas e aquelas que estavam em fase de compra ficam aguardando uma mudança da situação. O investimento está avaliado em US$ 450 milhões para produzir cerca de sete milhões de toneladas de cobre por ano durante 12 anos. Desde o ano passado que a mineradora vem batendo às portas das instituições financeiras para conseguir financiamento, mas não obteve êxito.

O esforço solitário do prefeito de Craíbas, Bruno Pedro, não tem surtido efeito e a conclusão que se pode chegar é que é necessária uma articulação política bem maior, formando um grupo, que, junto com a bancada federal alagoana, possa garantir os recursos. Esse trabalho não pode ser de apenas uma pessoa, mas de todas as lideranças políticas de Alagoas, envolvendo os deputados estaduais, e a bancada de Alagoas no Congresso Nacional.

Uma das exigências da Mineradora Vale Verde foi à melhoria do abastecimento de água para Craíbas, sob o argumento que as atividades necessitavam de bastante água e assim foi feito com a nova adutora do Agreste. Outra exigência foi à melhoria da energia elétrica e assim também foi feito, com a instalação de duas novas subestações em Arapiraca e Craíbas. Agora, o ponto final é o financiamento. Lembrando que a prefeita Célia Rocha esteve empenhada, juntamente com os senadores Fernando Collor e Renan Calheiros nesse empreendimento.