Os casos são completamente diferentes, mas nem tanto. A maternidade Santa Mônica passa um tempão fechada. Obras são feitas, o governador Teotonio Vilela inaugura com as obras ainda inacabadas. Parece que tudo foi feito apressadamente. A Maternidade deve ser fechada. A coisa é grave, talvez mais grave do que imaginemos. Claro, uma construtora foi responsável pelas obras.
Como sabemos, são as empresas com contratos com o Estado, especialmente as construtoras, que financiam as campanhas eleitorais e os partidos políticos - com exceções, é claro. E isso estamos vendo com detalhes nas denúncias de corrupção na Petrobras. Esse modelo de negócio ocorre nas Câmaras Municipais, Assembleias e no Congresso, com exceções, repito.
Bom, nas duas situações citadas acima, embora casos diferentes, estão em sintonia, assim como com a questão do desaparecimento do adolescente Davi da Silva, cujos acusados são PMs.
A sintonia é o fato de que não se deve julgar antes da conclusão das investigações e do julgamento. É preciso investigar. E não tenho nenhuma dúvida que são casos de polícia.
Mas a punição deve ser exemplar para os culpados. Pena que demore excessivamente por causa dos infindáveis recursos legais interpostos pela defesa.
O que o Brasil precisa é que o cumprimento da lei seja o critério e não que as acusações signifiquem o julgamento conclusivo dos acusados de acordo com o que é simplesmente noticiado pela imprensa.
Voltando ao caso da Petrobras, por exemplo, até agora a imprensa não deu o mesmo espaço para os advogados de defesa apresentarem os seus argumentos, inclusive sobre o encontro com autoridades do Governo Federal e sobre o vazamento seletivo dos depoimentos, das delações premiadas, fato de extrema gravidade para a democracia.