Há uma crença que o ano só começa depois do carnaval. Pode até ser, mas apenas em parte. Passados os festejos carnavalescos haverá continuidade de ações e decisões a serem tomadas no âmbito da administração pública e da política.

Para o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), 2015 será decisivo caso queira permanecer no comando da capital e alçar voos maiores. Muitas promessas da campanha eleitoral não foram cumpridas, especialmente na saúde. Mas promessas de campanha são uma coisa e gestão outra.

O fato é que a grande virtude da prefeitura, até o momento, é não freqüentar o noticiário com denúncias de irregularidades. No mais, destaca-se nas ações culturais. Só que é pouco, muito pouco numa disputa eleitoral para quem deverá enfrentar, na vera, pesos pesados como Cícero Almeida e/ou Ronaldo Lessa.

Ao contrário do prefeito, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) só a partir de agora vai começar a dar as suas caras. O primeiro ano é sempre de ajustes e de conhecimento do funcionamento da imensa máquina pública. Some-se a isso a retração da economia brasileira, o que vai impactar na arrecadação estadual.

Se a presidente Dilma seria importante aliada na liberação de recursos para programas e projetos em Alagoas, ainda não se tem o tamanho exato do volume de cortes nos investimentos do Governo Federal. O fato é que ela estará no meio de três furacões: corrupção na Petrobras, diminuição de apoio no Congresso Nacional e os ajustes na economia que impactam nos assalariados.

Portanto, 2015 parece que está começando como o diabo e seus anjos decaídos gostam. Para vencer ‘o coisa ruim’, terá que ser um ano de muito trabalho, oração e guerra.

Rui, Renan e Dilma que se cuidem.

E nós também.