No próximo domingo (1º de fevereiro) os senadores eleitos, os deputados federais e estaduais por todo o país serão empossados em seus cargos. Logo em seguida escolherão entre os seus pares aqueles que vão comandar administrativamente e financeiramente o poder que representam.

Os políticos que iniciam uma nova legislatura estão numa encruzilhada. Caso não reinventem uma nova forma de financiamento de campanhas eleitorais serão atingidos e engolidos pela opinião pública e, principalmente, pelos Ministérios Públicos Estaduais e o Federal, algo que já vem ocorrendo.

Basta vermos o caso de corrupção na Petrobras para financiamento de campanhas eleitorais. Depois das ações contra as construtoras será a vez das investigações sobre políticos e partidos beneficiados.

Aqui em Alagoas, por exemplo, o Ministério Público Estadual tem agido fortemente contra os desmandos históricos dos deputados estaduais alagoanos. São ações e mais ações. Uma vigilância e compromisso com a moralidade pública exemplar.

Portanto, se majoritariamente o eleitor parece não saber escolher corretamente os seus representantes, as ações de instituições fiscalizadoras, empresariado, intelectuais, judiciário e movimentos sociais seguem um caminho diferente. Ou seja, agem e apóiam as ações contínuas de combate a corrupção e a relação perigosa entre o público e o privado.

As eleições de 2014 custaram R$ 5 bilhões, um recorde. As 10 empresas que mais doaram ajudaram a eleger 70% da Câmara dos Deputados. Bom, os maiores financiadores foram as empresas investigadas na Operação Lava-Jato.

Portanto, fica claro que há uma relação perigosa do ponto de vista político, policial e jurídico entre empresas que têm contrato com o setor público e os políticos.

Esse sistema está se esvaindo.

Ainda bem. A hora é de reinventar ou morrer.