O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o governador eleito, Renan Filho (PMDB) participaram na tarde desta segunda-feira (03), da solenidade de instalação da equipe de transição, no Palácio República dos Palmares. Antes de comporem a mesa, eles conversaram com a imprensa e demonstraram um ponto de preocupação em comum: a urgência na renegociação da dívida pública do Estado com a União.
“É preciso esforço para mudar o indexador, que é muito alto. Nem o mais cruel dos agiotas cobra juros desses, oito vezes maior do que o BNDES cobra para o financiamento da construção do Porto de Cuba”, frisou Vilela.
Com uma taxa de juros de 7,5% ao mês e a correção do indexador das dívidas dos estados com a União, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), Alagoas paga mais de R$ 50 milhões todos os meses ao governo federal, de uma dívida total que gira em torno de R$ 9 bilhões.
Renan Filho lembrou que está na pauta do Senado Federal desta quarta-feira (05) a votação do projeto que altera o indexador das dívidas, trocando o IGP-DI pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais juros anuais de 4% - hoje variam entre 6% e 9%. O projeto também fixa como limite para a cobrança de encargos a taxa Selic.
“Isso será muito importante porque abre a capacidade de endividamento e racionaliza os juros penosos para Alagoas. Precisamos corrigir distorção”, destacou o governador eleito.
Ainda em conversa com a imprensa, Vilela voltou a destacar o ineditismo da transição - cujo decreto foi assinado por ele nesta tarde -, explicando que o processo será fundamental para que não haja percalços no início do novo governo. "É importante não haja interrupção dos programas. As eleições acabaram e hoje o meu partido, o partido de Renan Filho é o dos três milhões de alagoanos", frisou.
O governador também garantiu que entregará o estado com as contas ajustadas e credibilidade junto ao Governo Federal. "Vamos passar o Estado sem dever nada na praça, com salários em dia e décimo terceiro pago", disse, acrescentando que até o início de 2015 o Estado irá receber um financiamento de 150 milhões de dólares do Banco Mundial para investimentos do novo governo.
Após a assinatura do decreto de instalação da equipe de transição, o secretário de Estado do Gabinete Civil, Álvaro Machado, apresentou o projeto para um grupo de secretários e integrantes do atual e do novo governo.




