Durante a sessão ordinária desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o deputado Judson Cabral (PT) questionou números do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2015 que tramita para recebimento de emendas na Casa. O parlamentar cobrou explicações para o aumento de "R$ 40 milhões" no Orçamento do Legislativo e para a redução, em R$ 13 milhões, dos recursos para a Educação. 

Em relação ao legislativo, para chegar ao cálculo Cabral levou em conta o Orçamento apresentado originalmente pelo Governo para esse ano, no valor de R$ 150 milhões, e não o Orçamento de R$ 175 milhões, que foi aprovado e executado este ano pelo parlamento. 

"Como justificar mais 40 milhões para a Casa? Esse orçamento é jogado aqui como se representasse uma gestão que tem toda roupagem de probidade e não é verdade", afirmou, voltando a cobrar explicações sobre como o Poder Executivo chegou a esse "incremento". 

Sobre a Educação, o petista criticou o corte de R$ 13 milhões para a pasta, de R$ 860 milhões este ano para R$ 847 milhões em 2015. Cabral disse que, no momento em que o Plano Nacional de Educação aumenta de 5 para 10% do PIB, o governo de Alagoas reduz os gastos nessa área. 

Em conversa com a imprensa, o parlamentar reforçou: "Não há sentido aumentar o orçamento da Casa sem justificativa sequer do real valor da folha de pagamento. É uma falta de compromisso, um absurdo". 

Em aparte, Ronaldo Medeiros (PT) pediu que a equipe de transição do governador eleito fosse ouvida antes da votação do PLOA, para que o novo gestor possa indicar modificações que julgue necessárias. Por fim, o deputado afirmou que, caso o Orçamento seja colocado em votação antes disso, fará o que estiver ao seu alcance - regimentalmente - para adiar a matéria. 

O presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), lembrou que o reajuste de 8,82% - o mesmo concedido para todos os poderes constituídos: Legislativo (ALE e Tribunal de Contas) e Judiciário – além do Ministério Público e da Defensoria Pública - foi decidido pelo Poder Executivo e não pela Casa de Tavares Bastos.