Vencer a eleição fez o Partido dos Trabalhadores (PT) respirar aliviado e ocupar o cargo máximo no Executivo do país por mais quatro anos. No entanto, repensar a forma de governar e combater a corrupção são alguns dos pontos que o deputado estadual Judson Cabral (PT) analisa como primordiais para o próximo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Após a vitória da petista nas urnas sob Aécio Neves, Cabral conversou com a reportagem do CadaMinuto e, apesar de comemorar, o petista foi taxativo ao afirmar que o país deu seu recado nas urnas. A disputa acirrada foi a maior prova de que novos caminhos precisam ser traçados pelo partido.

“O povo teve nas mãos a oportunidade de decidir o futuro do país quando foi colocado em prova os dois projetos. Um que prioriza a justiça social, o desenvolvimento do país com a distribuição de renda contra o projeto neoliberal, que visa mercado, crescimento econômico a qualquer custo. Então a população foi às urnas e deu a resposta, apertada, muito disputada, mas a vitória da Dilma simboliza que o PT deve continuar”, colocou.

E Judson falou desse ‘recado’ que o povo deu nas ruas. “Temos que avançar, mudar muita coisa. A primeira delas é combater com seriedade a corrupção. Não podemos mais tolerar o processo de corrupção. Isso está deteriorando o PT. Nós não podemos fazer aliança a qualquer custo, priorizar, fazer uma grande reforma política e dialogar. Porque sem aliados conscientes, nós realmente vamos ter muita dificuldade de tocar esse quatro anos”, acrescentou.

O deputado acredita que foram as denúncias de corrupção envolvendo o PT que fez o partido perder força em muitos estados. “Isso tem uma influência direta. Afastou muito a militância, afastou muito os movimentos sociais. A gente precisa reconquistar principalmente a credibilidade. Dar resposta, rediscutir a questão do desenvolvimento econômico do país, que precisa crescer, manter a performance desses doze anos, controlar a inflação, crescer mais e gerar emprego”, finalizou.

Judson Cabral foi candidato a deputado estadual, nas eleições deste ano, mas não conseguiu a reeleição e deixa em dezembro uma das cadeiras na Assembleia Legislativa de Alagoas.