Com os salários atrasados e sem nenhuma perspectiva até o momento da regularização, servidores da área de saúde vestidos de preto realizam uma concentração na Praça Marques da Silva, no centro de Arapiraca na manhã desta quarta-feira, 22. Em seguida os manifestantes seguiram em passeata até o Centro Administrativo no bairro Santa Edwvirgem no objetivo de um dialogo com a prefeita Célia Rocha (PTB).

Ainda nesta quarta-feira, 22, de acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Joseane Lima, será realizada uma assembleia geral para uma tomada de posição. Inicialmente será uma paralisação dos serviços por 24 horas caso não ocorra um dialogo quanto à regularização de um calendário de pagamento a paralisação poderá ser realizada por tempo indeterminado, assegurou a sindicalista.   

Medidas amargas

As medidas amargas e impopulares tomadas pela prefeita tem como a finalidade  de superar a crise na sua administração provocada, principalmente, pelo corte dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios – (FPM) obtiveram destaque na mídia no Estado. Durante uma reunião dos agentes comunitários de saúde e endemias, realizada na manhã desta terça-feira, 21, no Clube dos Fumicultores, a gestora arapiraquense anunciou que os salários dos secretários municipais de Arapiraca serão reduzidos em 40% incluindo da própria prefeita.

 

Outras medidas mais austeras serão adotadas para enfrentar a crise administrativa da gestão Célia Rocha. De acordo com informações não oficiais, a prefeita arapiraquense poderá “enxugar” a folha de pessoal e as demissões, principalmente de cargos contratados e comissionados serão anunciadas no decorrer dessa semana e no início da próxima.

 

As medidas tomadas pela prefeita neste inicio de semana tiveram grande repercussão na imprensa local e muitos comentários nas redes sociais. O professor Arnaldo Rocha fez o seu comentário nas redes sociais após o anuncio das medidas da prefeita. “E preciso tomar outras medidas, por exemplo, na Educação, pois temos 32 mil alunos. Precisamos de 1.400 professores, no entanto temos 1.834 efetivos e mais 600 contratados. Estamos sem a reposição salarial, o Fundeb desaparece, vamos investigar a folha de pagamento dos professores. Acorda prefeita, acorda vereadores, acorda povo”.