Eleito o governador de Alagoas, ainda no primeiro turno com 52% dos votos, o deputado federal Renan Filho (PMDB) se depara com o maior desafio de sua vida pública. O peemedebista já passou por um Executivo – a prefeitura Municipal de Murici – mas nada se compara aos desafios para melhorar os destinos de mais de 3 milhões e 300 mil pessoas, conforme os dados do IBGE. O parlamentar vai se deparar, quando sentar na cadeira que hoje é ocupada pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), com os piores indicadores sociais e um “cobertor curto” – poucos recursos! – para iniciar com o plano de suas promessas de campanha.

De acordo com os dados, um dos problemas cruciais é a segurança pública. Nos últimos anos, o Estado figura como um dos mais violentos, o que não é segredo. Além disto, Maceió é a capital mais violenta do país.  Associasse a isto uma dificuldade: a situação precária da Educação que, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento apresenta um alto índice de analfabetismo em pleno século XXI: 21,84% das pessoas de 15 anos ou mais.

Por sinal, Alagoas aparece ao lado do Maranhão como os piores do país. No ranking das redes de ensino estadual do Brasil, Alagoas teve pela segunda vez consecutiva o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de país em todos os níveis de ensino. A pontuação média das escolas do Ensino Médio foi de 2,6, mesma pontuação do ano de 2011. Com isso, Alagoas ocupa o 27º lugar no ranking. Um dado preocupante para o futuro governador.

Estes são apenas alguns dados e na Saúde a realidade não é muito diferente quando analisados os números oficiais. Isto remete à análise das propostas de campanha de Renan Filho que incluíam construção de hospitais, contratação de servidores em diversas áreas, incluindo a reserva técnica da Polícia Militar de Alagoas, além de programas de assistência social. O desafio está em buscar recursos.

O peemedebista ainda não falou sobre o tamanho do Estado que pretende adotar. E seu primeiro ano de governo terá que lidar com o orçamento já estimado pelo atual gestor Teotonio Vilela Filho (PSDB), cuja a peça orçamentária já se encontra na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.  O valor é de R$ 8,5 bilhão. Porém, deste grande parte já se encontra comprometida com o funcionalismo público, dificultando a possibilidade de investimentos. Levando em conta a previsão de crise econômica, sem aumento de arrecadação, pode ser que Renan Filho não tenha condições de chamar sequer a reserva técnica em seu primeiro ano de governo.

Dificuldades

Segundo o projeto encaminhado à ALE, o novo governador de Alagoas irá gastar metade dos R$ 8.588.026.974,00 estimados para o Orçamento, com despesas correntes, que envolvem pessoal e encargos sociais, R$ 3.932.280.329,  juros e encargos da dívida, R$ 288.659.164, além de R$ 2.606.289.621 com outras despesas correntes.

Já com relação a investimentos, o Projeto prevê uma despesa de capital de R$ 1.506.968.274. Desses, R$ 942.116.043 destinados a investimentos, R$ 310.000 com inversões financeiras e R$ 564.542.231 para amortização da dívida. O projeto prevê ainda uma reserva de contingência de R$ 6.140.537.

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