Tem sido imensa a corrida de alguns políticos em busca de dinheiro para o cumprimento dos compromissos imediatos da campanha. Os mais apressados são os que disputam a eleição proporcional.

Com os bancos fechados por conta da greve e com o limite de saque nos caixas eletrônicos, quem tem amizade e influência até consegue algum dinheiro com dirigentes de bancos em Alagoas. Quem não tem ou precisa de um volume maior e imediato fica na mão do agiota.

Também há casos de empresários que vendem produtos a prefeituras. A esses tem sido pedido dinheiro emprestado. Quem pediu prometeu um cheque em troca e pagamento de juros.

Quem emprestou, R$ 100 mil, receberia 7 mil a mais, mas, optou por não cobrar. Neste caso é melhor fazer o favor, melhor ter o político devendo um favor do que criar uma simples e vantajosa relação. Perde um pouco agora para ganhar mais adiante, uma razão de mercado.

Toda essa agonia para arranjar dinheiro na reta final poderia ter sido evitada ou os efeitos do problema reduzido. Entretanto, o perfil da maioria da classe política que disputa o pleito proporcional é de deixar os problemas pra serem resolvidos quando acontecerem.

Especialmente aqueles que construíram sua trajetória dependendo totalmente de dinheiro para conquistarem os mandatos.

Os agiotas estão alegres e saltitantes contando os lucros que terão maiores do que o previsto para este período. E para isso se prepararam. Torcem ainda mais para que a greve dos bancos se arraste por muito tempo. Os juros diários estão correndo.

 

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