O assassinato do assessor político Alisson Belarmino, que abalou a cidade de União dos Palmares na noite desta quarta-feira (24), promete não ficar sem solução. Pelo menos é o que prometeu o governador Teotonio Vilela durante visita às obras de construção de unidades prisionais, na manhã de hoje.

Ao CadaMinuto, Vilela afirmou que apesar de ainda não possuir informações mais condensadas que apontem de fato que o crime teve conotação política, o governador disse que o caso ocorrido na Zona da Mata do Estado terá o mesmo tratamento que a segurança pública está concentrando no caso do vereador assassinado em Piaçabuçu.

“Quem achou que eu ia afrouxar o combate ao crime por estar no final do meu mandato vai quebrar a cara e vai para a cadeia. Da mesma forma como fui pedir ao Ministério da Justiça e ordenei o empenho da Secretaria de Defesa Social no caso de Piaçabuçu, essa morte em União dos Palmares terá o mesmo tratamento, caso seja confirmada um crime de mando”, disse o governador.

Alisson foi morto a tiros dentro de um veículo no Distrito Rocha Cavalcante, em União dos Palmares após ter se desentendido com um amigo e companheiro de campanha, Eduardo Pedrosa.

Testemunhas do crime apontam Eduardo Pedrosa, sobrinho do vice-prefeito, como o autor dos disparos. Informações extra-oficiais dão conta de que Alisson Belarmino havia descoberto o desvio de recursos destinados à campanha eleitoral a um candidato a deputado federal, a que os dois eram aliados. Descoberto o suposto desvio, o dinheiro para Dudu havia sido suspenso, motivando a discussão e morte.

Eduardo Pedrosa, conhecido como "Dudu Pedrosa", que é dono de um posto de combustível e sobrinho do vice-prefeito, após o crime, capotou o veículo que estava e fugiu. Até o momento ele não foi localizado para prestar esclarecimento sobre os fatos.

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