Um dado curioso é apresentado no cruzamento de contas dos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação à campanha majoritária em Alagoas: quando somados os gastos dos candidatos ao governo do Estado e ao Senado Federal o que se percebe é que estes já conseguiram gastar mais do que arrecadaram. A diferença chega a R$ 3 milhões. A arrecadação foi de R$ 13 milhões. Enquanto os gastos, superam a cifra de R$ 16 milhões.

Claro que ainda estamos no processo eleitoral e que o encontro de contas final deve equilibrar as finanças das campanhas, mas isto já mostra a disposição dos postulantes aos cargos, em uma briga eleitoral praticamente polarizada entre o deputado federal Renan Filho (PMDB) e o senador Benedito de Lira (PP), como mostram as mais recentes pesquisas eleitorais.

            Renan Filho – conforme as pesquisas – mostra uma certa vantagem em relação à Lira, que tenta subir em uma eleição indefinida. Nos bastidores políticos, se comenta sobre dificuldades financeiras na campanha de Lira, mas a informação não é confirmada oficialmente. Ainda conforme as fontes extraoficiais, alguns candidatos proporcionais – como é o caso do vereador João Luiz (Democratas), que tenta uma vaga na Assembleia Legislativa – já demonstram insatisfação por não ter sido cumprindo alguns compromissos em função do “cobertor curto” da campanha pepista.

            Em todo caso, Alagoas observa o desfile de campanhas caras diante da cifra apresentada pelo TSE, sobretudo porque o maior montante deste bolo se concentra justamente nas coligações que lideram a corrida eleitoral, ainda segundo as pesquisas.

Leia a matéria no CadaMinuto Press. Já nas bancas!