No apagar das luzes da sua gestão, o governador Vilela vive um caso típico da doença de um político não benquisto pelo povo. Impedido de ser candidato a um cargo eletivo por conta dos elevados índices de rejeição do seu governo, sofre agora a “solidão do poder”.

Mas tem sofrido de outro problema (ou será o mesmo?): Obsessão. Desde que se viu rejeitado pelo povo por causa do caos na saúde, educação e segurança definiu o senador Fernando Collor como o responsável, o adversário a ser batido nesta eleição.

Essa leitura já está sendo feita por especialistas, estrategistas em campanhas eleitorais. Assim tentou construir uma chapa com Eduardo Tavares. Procurou Omar Coelho e o DEM com esse objetivo. Mas foi rechaçado. O DEM preferiu Biu. Tavares optou, depois, pela renúncia.

Agora Vilela tenta usar Thereza Collor, personagem que ganhou destaque na época do impeachment do ex-presidente Fernando Collor. 22 anos depois daquele evento político, agora o senador carrega debaixo do braço duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que o inocentam de todas as acusações.

Segundo especialistas, a própria Thereza teria perdido o tempo exato para seguir uma carreira política embalada pelo processo político daquele momento. Deveria ter sido candidata logo após o impeachment, surfando no espaço dado pela mídia.

 Além do mais, depois das decisões do STF ficou claro para o eleitor que as dificuldades de negociar com o Congresso Nacional apressaram a classe política a correr com o processo de afastamento do ex-presidente. Ou seja, o julgamento foi político.

De lá pra cá é perceptível para o eleitor o quanto o chefe do executivo é refém do parlamento. Assim foi com Itamar Franco, FHC, Lula e agora Dilma. Como foi com Lessa, que quase foi cassado no primeiro mandato de governador. Só não foi com Vilela. Ele tem se dado bem porque libera recursos para os deputados estaduais além do previsto no orçamento.

Portanto, sem a quem entregar o seu governo, isolado, sem discurso, precisa de um nome para viabilizar a chapa proporcional com o objetivo único de eleger o seu sobrinho deputado federal e atacar o adversário escolhido.

Ora, se o amigo e aliado Eduardo Tavares se descobriu sem apoio do próprio governo - logo ele que era parte da gestão – imagine o que vai ocorrer com quem se arriscar a chegar desconhecendo os labirintos do governo tucano.

O governador Vilela tem sido mestre em usar aliados e descartá-los em seguida. São os casos dos ex-secretários Marcos Fireman e Luiz Otávio. Sonharam com candidaturas pelo partido, mas acabaram deixando o governo magoados e traídos.

 

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