O que eu desconfiava é fato. A eleição está sem tesão, sem emoção na capital e no interior. Se qualquer de nós der uma volta por Maceió vai observar poucos carros com adesivos ou plotagens.
Um conhecido que viaja bastante para o Sertão alagoano também percebeu essa desanimação, digamos assim. Na região de Arapiraca, São José da Tapera, Pão de Açúcar, entre outros municípios, ele observou poucos adesivos.
E desse pouco que viu eram em maior número, por ordem, do senador Fernando Collor (PTB), Renan Filho (PMDB) e Maurício Quintella (PR). Adesivos do deputado estadual Inácio Loiola (PSB) foram vistos. Mas não devemos levar em conta porque ele tem base eleitoral na região sertaneja.
Sobre essa questão conversei com políticos, jornalistas e pessoas que realizam pesquisas em Alagoas. De forma conjunta concordaram com a falta de tesão, de emoção nessa eleição, e tiveram a mesma conclusão: o descrédito, a rejeição da classe política, é a explicação.
E esse afastamento do eleitor não ocorre apenas no plano local. O eleitor alagoano também está frio em relação à disputa para Presidente da República. Dentro de casa a vida da maioria da população melhorou. Da porta pra fora não. Basta vermos a insatisfação com saúde, segurança e educação.
O ex-presidente Lula percebeu esse descrédito da classe política desde os protestos do ano passado. E tem sempre dito em entrevistas e em vídeos que as pessoas precisam entender que a transformação só ocorre através da política e do voto.
Nos comitês dos candidatos a governador o freio de mão parece puxado. Poucas ações de rua. Não que haja desânimo. Mas há uma comprovação do distanciamento do eleitor quando abordado porque não permite a aproximação dos apoiadores desse ou daquele candidato.
O fato é que contamos nos dedos de uma mão as campanhas que ganharam as ruas até o momento.
Será que isso será revertido?
Uma das explicações para essa frieza é a constante presença dos políticos frequentando as editorias de polícia de veículos de comunicação, presos por irregularidades durante o exercício do mandato.
No entanto, é preciso que seja entendido que essa melhoria na qualidade dos nossos representantes e a transformação da realidade só são possível através da política e do voto, repito.
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