Omar Coelho de Mello é advogado e procurador de estado. Filho do jurista Marcos Bernardes de Mello, renomado nacionalmente. Hoje tem 53 anos de idade, mas aos 35 já era Procurador-Geral do Estado, durante o governo de Manoel Gomes de Barros. Omar Coelho tem atuação reconhecida em política de classe com destaque entre os Procuradores de Estado, foi presidente da Associação de Procuradores do Estado de Alagoas e da Associação Nacional dos Procuradores de Estado.

Na Ordem dos Advogados do Brasil, Coelho foi Conselheiro da Seccional Alagoas, vice-presidente da OAB/AL e Presidente da OAB/AL por dois mandatos consecutivos. Apesar de ter seu nome envolvido com prévias eleitorais por diversas vezes nos últimos anos, só agora resolveu encarar o desafio de uma campanha político-eleitoral. Candidato ao Senado Federal pelo Democratas, Coelho concedeu uma entrevista exclusiva ao CadaMinuto Press para falar sobre suas escolhas, as do partido e as do governador. O candidato ao Senado falou sobre suas expectativas, mas também avaliou o cenário que enfrentará para ser eleito.

O senhor possui bastante experiência em política de classe. Já foi presidente da OAB/AL por duas gestões consecutivas (2007-2009 e 2010-2012), mas nunca encarou uma campanha político-eleitoral? Dá para compará-las?

Elas se assemelham em algumas coisas, mas o que me chamou a atenção em relação à campanha política é que o interesse é muito material, são poucos os que têm alguma proposta, em geral, eles (os políticos) têm um objetivo, esses apoiadores, no campo material, essas lideranças. Então, como eu não possuo recursos – isso no campo para deputado, porque para Senado a estrutura nem pertence à gente, né?! – mas como não tenho estrutura só foi ficando aqueles que realmente acreditam na proposta. Então ficaram poucas pessoas, mas essas poucas pessoas são muito eficientes. Tanto que eu comecei a pontuar nas pesquisas que os partidos faziam eu já aparecia na periferia de Maceió, onde eu não tenho muita aproximação. Na de senador ainda não tenho conhecimento de nenhuma pesquisa com o meu nome, mas creio que apareça com um, ou até mesmo com zero, mas é um primeiro passo.

E o índice de rejeição ao seu nome?

Segundo me disseram, o que aparecer de rejeição será pelo desconhecimento e não como rejeição mesmo porque na verdade eu nunca fui candidato. Na época da Ordem tivemos uma Ordem voltada à sociedade, em momento nenhum, nem na época em que estávamos fazendo campanha, disse que a Ordem seria voltada apenas para o advogado, ela sempre foi voltada para o advogado, eu dizia isso e sai de lá com o mesmo discurso. E nem por isso o advogado ficou sem assistência, eu queria que um advogado aparecesse para dizer que procurou a Ordem e não foi atendido e não teve o problema resolvido. Mas também tivemos uma atuação voltada para a sociedade e para as questões do próprio estado. Então eu meio que neste nível de conhecimento eu sou até uma pessoa conhecida. E pelas minhas outras atividades também. Eu fui três vezes presidente da Associação dos Procuradores do Estado, três da Associação Nacional dos Procuradores do Estado, então nesse meio eu digo que não sou um desconhecido, mas para o povão mesmo, para eu já ter aparecido em pesquisa, é mérito do pessoal que já está trabalhando porque acredita no projeto.

 

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