“O presídio é uma instituição que já nasceu falida, mas, infelizmente, nós não temos outra forma de penalizar o infrator já que, no nosso país, a maior penalização é a privação da liberdade”. Com essas palavras o procurador de Justiça e ex-secretário de Defesa Social Eduardo Tavares, pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, definiu o sistema carcerário brasileiro em entrevista ao Programa Painel Alagoas, na Rádio Palmares, nesta quarta-feira (18).
Para Tavares, a adequação das unidades carcerárias e o aumento do policiamento ostensivo nas ruas é a única forma de inibir os casos de delinquência e a sensação de insegurança que atinge o país. “Uma das minhas prioridades na segurança é a edificação de mais presídios, mas, que sejam construídos longe dos lugares urbanos, e que possam oferecer um tratamento mais humano, mais digno aos presos. Isso somado ao aumento do quantitativo policial nas ruas para garantir o direito de ir e vir das pessoas”.
Questionado sobre o drama em que vivem os moradores do entorno dos presídios, o ex-secretário sugere convocar os integrantes da reserva técnica do concurso de 2012, para aumentar o policiamento das ruas e dar tranquilidade a população. “O governo, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, ainda não chamou esses militares. Mas, essa será minha primeira ação, porque vejo isso como um estado de necessidade que vivemos. Para mim, o mais importante é garantir a sobrevivência de Alagoas”, lança.
Outra preocupação de Eduardo Tavares é inibir a entrada do tráfico de drogas pela fronteira do estado. “Precisamos de aprimoramento da atividade policial, de incentivo, melhorar as condições de trabalho, investir em armamento, preparo e capacitação. Essa é a única saída”, encerra o pré-candidato que, enquanto esteve à frente da Secretaria de Defesa Social, reestruturou a Polícia da Caatinga para combater o crime de tráfico na região do alto sertão.

