Uma mulher que procurava notícias sobre seu marido, detido previamente por porte de arma, foi estuprada por três policiais em uma delegacia do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
De acordo com a fonte, o estupro ocorreu na madrugada de ontem em uma delegacia do distrito de Hamirpur, onde a vítima pretendia falar com seu marido após inúmeras tentativas.
Durante a madrugada, a vítima foi chamada pelo subinspetor da polícia local, Rahul Pandey, para abordar a detenção de seu marido e, após um tempo de espera, acabou sendo estuprada pelo agente agente citado junto a outros dois homens agentes. Após a ação, que teria se estendido por duas horas, os oficiais arrastaram a mulher até uma esquina próxima.
Depois de ameaçar e liberar a vítima, os agentes também soltaram o marido dela três horas depois, embora tenham reforçado as ameaças. No entanto, tanto a vítima como seu marido registraram queixa perante o superintendente da polícia do distrito, V.K. Shekhar.
"Foi registrada uma denúncia de estupro contra os policiais da delegacia", assegurou ao jornal local "Hindustan Times Shekhar", que confirmou a prisão do subinspetor Pandey, embora os outros dois agentes tenham conseguido fugir.
"Demos proteção total à mulher e estamos fazendo tudo o que podemos para capturar os dois fugitivos", acrescentou o superintendente de Hamirpur.
ENFORCADA
Mais uma adolescente foi encontrada enforcada em uma árvore nesta quinta-feira, supostamente após ter sido estuprada em Uttar Pradesh no quinto caso semelhante registrado na região nas últimas duas semanas, informou a polícia local.
A jovem de 16 anos foi encontrada nesta manhã em uma árvore nos arredores da cidade de Rajpura. Fontes policiais disseram à agência local "Ians" que a jovem teria sido raptada na noite de ontem, quando sua família se dirigiu a um casamento e a deixou sozinha em casa.
A família da adolescente denunciou o desaparecimento da jovem em uma delegacia ainda na noite de ontem, mas acabou sendo rechaçada pelos agentes. De acordo com os familiares, a menina também teria sido vítima de estupro, uma acusação que ainda está sendo investigada.
"Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a inimizade com alguma pessoa. Mas é muito cedo para qualquer conclusão", disse um policial local à agência "Ians".
Nas duas últimas semanas, quatro casos - com cinco vítimas - de mulheres enforcadas foram registrados no estado de Uttar Pradesh.
O penúltimo caso deles ocorreu ontem, quando uma mulher de casta baixa (dalit), de 45 anos, foi encontrada em uma árvore no distrito de Bahraich.
O filho da vítima assegurou que a mesma foi estuprada e denunciou que, recentemente, sua mãe havia registrado uma queixa à polícia sobre a máfia dos licores local.
No final de maio, duas primas, de 14 e 15 anos, também foram estupradas e enforcadas em uma árvore por um grupo de homens, um caso que gerou protestos em todo o país. Este crime também teve uma ampla repercussão internacional e gerou uma intensa polêmica em relação às denúncias de inação policial.
O governo de Uttar Pradesh, por sua vez, iniciou um serviço específico de atendimento telefônico direcionado às mulheres no estado, o mais povoado do país com quase 200 milhões de habitantes.
Diante desta polêmica relacionada à falta de direito das mulheres, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse ontem que a proteção da mulher deve ser uma prioridade no país.
"Respeitar e proteger às mulheres deve ser uma prioridade para todas as pessoas deste país, já que, para seguirmos nosso caminho rumo ao desenvolvimento, necessitamos respeitá-las e garantir sua segurança", declarou o líder.









