Os professores da rede municipal de ensino de Arapiraca mentem a paralisação por tempo determinado a o movimento já atinge 80% de adesão apesar da tentativa de pressão da Secretaria Municipal de Educação que estão firmes e não vão recuar. A greve foi deflagrada na ultima terça-feira, 03 e tem sequencia até o próximo dia 10 deste mês de junho.
De acordo c om o diretor educacional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal), André Luiz, a greve tem adesão de mais de 80% da categoria e que o Departamento jurídico do sindicato já recorreu à Justiça contra a decretação de ilegalidade do movimento de paralisação.
“Na verdade, não vamos recuar porque a categoria está unida haja vista que mais de 80% dos educadores, professores e técnicos, paralisaram as atividades.” Não há uma nova decisão de ilegalidade para essa greve, que é por tempo indeterminado. O que existe é entendimento do Pleno do Tribunal de Justiça, que julgou a greve que fizemos em abril.
Apenas isso. Infelizmente, a secretaria de Educação quis intimidar e esvaziar o comando de greve, mas não conseguiu”, declarou um dos diretores do Sinteal - Arapiraca lembrando que apenas contratados e uma minoria efetiva estão nas atividades.
De acordo com o sindicalista, foi formada uma comissão com o objetivo de percorrer as escolas da rede municipal nesta quarta-feira (4). Em seguida será realizada uma grande caminhada pelas principais ruas de Arapiraca em defesa da educação do município, nesta quinta-feira (5).
“Vamos nos reunir a partir das 08h em uma tenda na Praça Luiz Pereira Lima, no Centro da cidade, onde faremos uma assembleia para avaliar a greve. Em seguida, seguiremos em passeata para denunciar o descaso do governo municipal com a educação. O movimento está fortalecido com o apoio da categoria”, afirmou o dirigente sindical.
Intimidação
De acordo com a técnica administrativa e vice-presidente do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), Micheline Magna Farias, a titular da pasta municipal de Educação, Ana Valéria, tentou sem êxito neutralizar o movimento de paralisação.
“Inicialmente a secretária tentou nos intimidar fazendo circular um documento de greve que não diz respeito a essa paralisação. Agora, mandou funcionários da secretaria para pegar nome de quem não compareceu para trabalhar para colocar falta e perseguir a quem aderiu à greve. Isso é um absurdo. Mas a categoria está unida e vai seguir paralisada até o dia 10, quando encerraremos a greve”, assegurou Micheline magna.
Reivindicações
Entre as principais reivindicações da categoria estão reposição salarial de 8.32%% em cima do piso e 1/3 de reajuste na hora/atividade para Educação Infantil e de 1º ao 5º ano. Atualmente, Arapiraca mais de três mil servidores entre professores e técnicos.
Secretaria de Educação emite nota
Sensível aos anseios da categoria, a Secretaria Municipal de Educação (SME) continua aberta ao diálogo com os professores e servidores da Rede Municipal de Ensino de Arapiraca, mesmo com as constantes ameaças e paralisações por parte de alguns representantes da classe.
De acordo com a secretária Ana Valéria Peixoto, foram realizadas várias reuniões desde o início do ano letivo, inclusive com o anúncio da redução da carga horária para os professores que lecionam do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental, contemplando uma das reivindicações da categoria.
Ana Valéria adianta que a Secretaria montou um cronograma para o atendimento às outras reivindicações, mas mesmo assim os representantes dos educadores insistiam e ameaçavam paralisar as atividades, prejudicando milhares de alunos.
Por conta disso, no último dia 21 de março, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), através de decisão de seu presidente, o desembargador José Carlos Malta Marques, julgou ilegal a greve, decretando o retorno imediato dos professores às salas de aula, bem como o desconto na folha salarial pelos dias parados e a aplicação de multa no valor de R$ 10 mil ao sindicato da categoria.
Contudo, os educadores não respeitaram a decisão judicial e continuaram fazendo uma greve branca, com paralisações uma vez por semana.
Diante disso, a Procuradoria Geral do Município (PGM) acionou com três petições o Tribunal de Justiça de Alagoas, que no último dia 2 de junho, segunda-feira, manteve a decisão anterior, uma vez que não houve qualquer motivo para a revogação da sentença.
No que se refere à lista com nomes de professores, a secretária Ana Valéria esclarece que esse é um procedimento padrão, feito pela direção e supervisão de cada escola, sempre no período letivo, independentemente de qualquer paralisação, que coloca os educadores faltosos sujeitos à decisão judicial que determinou o corte nos salários sobre os dias de greve.
A secretária revela, ainda, que foi agendada uma reunião para o próximo dia 16 de junho, com a categoria, para discutir todas as reivindicações dos professores, que mesmo assim continuam afrontando a decisão da Justiça.
Vale ressaltar que a secretaria continua aberta ao diálogo e convoca os professores para o imediato retorno às aulas, a fim de que possamos continuar trabalhando com harmonia e em defesa da Educação de Arapiraca.
