Esta fase que antecede as convenções partidárias é de muitas negociações, conversas, promessas e cálculos, tudo visando o caminho mais viável para as eleições. A intenção é eleger o candidato ao governo, ao senado e a maioria dos candidatos às vagas de candidaturas proporcionais. As composições se dão levando em consideração nomes e densidade eleitoral, daí porque o vice já não é mera peça ilustrativa e ganha cada vez mais peso no xadrez político.

Para a professora e cientista política Luciana Santana, “o candidato à vice tem grande importância nas negociações políticas que antecedem às eleições. A escolha do candidato para ocupar tal cargo está relacionada às alianças formadas entre os partidos. A escolha pode angariar um apoio maior para a chapa”.

Mas vai além, o deputado federal e pré-candidato ao governo estadual pelo PMDB, Renan Filho, revelou que para ele o candidato à vice “deve somar, trazer mais apoios, aconselhar, dividir responsabilidades e trabalhar junto com o governador”. Talvez Renan esteja falando daqueles que têm sido citados para compor sua chapa majoritária: Renilde Bulhões (PTB), Rosiana Beltrão (PT), Judson Cabral (PT), Dr. Wanderley e Luciano Barbosa (PMDB).

A Frente de Oposição, liderada pelo PMDB, aglutina diversas siglas, já se falam em 20, provavelmente será o grupo com maior tempo de propaganda político-eleitoral gratuita em tevê e rádio, daí tantos nomes sendo apontados. O grupo tem diversos nomes fortes, com densidade eleitoral e já testados pelas urnas, mas que decidiram por uma vaga proporcional numa das coligações que virá de composições dentre tais siglas.

Assim, o pré-candidato a vice ainda não foi apontado. Além de considerar os requisitos apontados por Renan Filho em entrevista às Páginas Vermelhas do CadaMinuto Press, é importante também que o candidato não atrapalhe. A petebista Renilde Bulhões tem boa densidade no sertão alagoano, mas especialistas creem que basta o Senador Collor do PTB disputando uma majoritária no grupo.

O PT, que precisa demonstrar força no estado, tem apostado em dois nomes, principalmente: Judson Cabral, hoje deputado estadual, e Rosiana Beltrão, ex-superintendente do Porto de Maceió. São altas as apostas de que o nome do vice de Renan Filho virá do PT. Rosiana seria a “queridinha” dos presidentes Lula e Dilma, já Judson seria melhor avaliado tanto junto ao PMDB, quanto ao PT estadual.

As discussões são tantas que tem crescido a probabilidade, segundo os bastidores políticos, de que a Frente de Oposição lance uma chapa “puro-sangue”, com ambos os candidatos ao governo e à vice-governadoria do PMDB. Daí os nomes de Dr. Wanderley, o candidato com modesta densidade eleitoral, mas com forte apelo moral, e o ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa.

Barbosa vem trabalhando suas bases e abrindo caminho para sua candidatura à Câmara dos Deputados desde que deixou Arapiraca, em 2012. Com isso estima-se que Barbosa possua bases espalhadas pelos 102 municípios alagoanos. “Coisa para mais de 100 mil votos”, segundo um correligionário que não quis ter o nome revelado. Tanta densidade e organização faz “crescer os olhos” daqueles que estudam as eleições pelo viés matemático – todos os que pretendem eleger-se, num claro fisiologismo. A candidatura de Barbosa à vice facilitaria a reeleição de candidatos à Câmara dos Deputados, como Paulão (PT) e Rosinha (PTdoB), e a eleição de novéis, como Marx Beltrão (PMDB).

Outro nome apontado foi o do deputado federal Givaldo Carimbão, do PROS, mas que dificilmente atenderá ao “suposto convite”, tendo em vista a intenção de seu partido de fortalecimento de sua bancada federal. Carimbão é, para o partido, peça importante em Brasília. Apesar de Carimbão ser um nome com forte densidade eleitoral e considerável base espalhada pelos municípios alagoanos, sua candidatura à majoritária com Renan é vista com desconfiança por possuir um herdeiro político, seu filho Carimbinho.

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