A empresária Valéria Hora, mãe do estudante Davi Hora, morto em 23 de julho de 2005, é a primeira testemunha a ser ouvida durante o julgamento do acusado pelo crime, Rodolfo Amaral. O júri popular acontece nesta sexta-feira (30), no Fórum de São Miguel dos Campos, cidade onde ocorreu o homicídio.

Valeria contou que não conhecida Rodolfo e na noite do crime estava apreensiva: “Conversei com Davi sobre a viagem, estava preocupada porque não conhecia a pessoa que iria dirigir, no caso o Rodolfo”, declarou, se referindo a ida de Davi e um grupo de amigos às festividades juninas em São Miguel dos Campos.

A mãe disse que soube do crime por meio de um amigo de Davi, que ligou perguntando se ele tinha problemas de saúde: “Naquela noite não consegui dormir. Recebi a ligação já suspeitando que havia acontecido alguma coisa, pedi que trouxessem meu filho pra mim”, completou, dizendo que foi para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde soube que o quadro de Davi era gravíssimo.

O depoimento de Valéria seguiu com detalhes sobre a transferência de Davi para a Santa Casa de Maceió e sobre a doação dos órgãos do estudante. Rodolfo Amaral se emocionou durante o depoimento.

Usando camisas com frases alusivas ao caso, familiares e amigos do réu e da vítima acompanham o julgamento que deve seguir até a noite desta sexta-feira. Outras quatro testemunhas devem ser ouvidas, uma de acusação e três de defesa.

O julgamento é presidido pelo juiz Andre Avancini.