A pavimentação que vem sendo preparada para a reeleição da presidente Dilma Rousseff é obra de engenharia política inteligente. Tudo indica que ela terá o apoio de pelo menos dez partidos.


Caso esses apoios sejam confirmados, significa que a petista vai navegar com mais da metade dos 25 minutos de cada bloco de propaganda eleitoral gratuita na TV.
Ou seja, em 45 dias serão em torno de 1.400 inserções de 30 segundos, ou 30 por dia. Aécio Neves (PSDB) deverá ficar com 450 e Eduardo Campos (PSB) ainda menos, 180, o que dá quatro ao dia.


O provável apoio dos dez partidos é obra do ex-presidente Lula. E será a maior conseguida desde 1989. Dilma terá mais da metade do tempo em cada bloco de 25 minutos de propaganda, o dobro de Campos e Aécio somados.


Outra dor de cabeça para os dois presidenciáveis oposicionistas ocorre, surpreendentemente, em seus redutos. Os pré-candidatos ao governo em Minas e Pernambuco amargam desempenho baixo.


Para serem competitivos ambos dependem dos seus estados, das suas bases eleitorais. Em Pernambuco Paulo Câmara tem só 7% de intenções de voto na última pesquisa Vox Populi. Senador Armando Monteiro (PTB) 55%. Em Minas Fernando Pimentel venceria no primeiro turno. Os dois que lideram apóiam Dilma Rousseff.


Pelos números fica claro que situação é desconfortável para Aécio Neves e Eduardo Campos. Esse quadro pode se estender para outros redutos dos opositores e minar suas chances de levar a eleição para os segundo turno.


Ora, depois da Copa a eleição pega fogo e as pesquisas eleitorais serão mais intensas. A repercussão da perda do poder em estados onde os oposicionistas governaram vai repercutir negativamente.


Qual será a justificativa política que Eduardo Campos e Aécio Neves darão para explicarem por que o povo dos seus estados querem mudar, não querem a continuidade?

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