As eleições se aproximam e as alianças começam a se desenhar, revelando que os partidos pouco influenciam na tomada de decisão de seus filiados. Há menos de dois anos das últimas eleições municipais, muitos prefeitos e vereadores eleitos já têm assumido alianças com partidos que não os seus.

O advogado eleitora lista Marcelo Brabo traduz o atual momento político que Alagoas – e o Brasil – atravessa. “Fidelidade partidária, atualmente, é utopia, é um faz de conta. Para que as coisas funcionem de verdade é necessário que haja uma profunda reforma política e partidária”. Opinião compartilhada pela cientista política Luciana Santana “na arena eleitoral os políticos, em geral, comportam-se de forma individualizada, apoiando políticos e candidatos de outros partidos. É uma distorção do sentido de representação política com a qual deveríamos estar acostumados”.

Um dos partidos que já lançou pré-candidatura ao governo do estado foi o PMDB. Renan Calheiros Filho, deputado federal, foi escolhido pela sigla que lidera uma Frente de Oposição ao governador Teotônio Vilela Filho, do PSDB. A Frente já aglutina cerca de 20 partidos, segundo pessoas ligadas ao grupo, e, mesmo assim, ainda conta com o apoio de quadros independentes de outros partidos.

O PSDB do governador Teotônio Vilela Filho, por sua vez, lançou como pré-candidato ao governo do estado o procurador de justiça Eduardo Tavares, que não possui experiência político- eleitoral e nem histórico de militância partidária. Preterindo nomes que já haviam sido apontados por sua base, o PP, com o senador Benedito de Lira, e o PSB, com o deputado federal Alexandre Toledo. Candidaturas, que mesmo sem o apoio do governador, mantiveram se.

A pré-candidatura do senador Benedito de Lira (PP), mantem-se  como concebida, mas agora já se alinha à candidatura de Alexandre Toledo (PSB) para enfrentar a Frente de Oposição. Toledo, segundo informações ainda não confirmadas, mas fortes nos bastidores políticos, seriao candidato da chapa liderada pelo PP ao Senado Federal. Lira e Toledo são da base de sustentação do governador, e ainda que a pluralidade de candidaturas impulsione um segundo turno, que poderia provocar uma nova união da base, esses pré-candidatos têm buscado uma musculatura viável para a campanha desde logo.

Leia  a matéria completa no CadaMinuto Press, já nas bancas.