A Interpol rejeitou nesta sexta-feira qualquer responsabilidade nos erros na identificação dos passageiros do voo MH370, que sumiu no Oceano Índico, e acusou pelas falhas "apenas" as autoridades da Malásia.
"A decisão da Malásia de não consultar a base de dados da Interpol de documentos perdidos ou roubados antes de deixar que viajantes entrem no país ou embarquem em aviões não pode ser defendida acusando falsamente a tecnologia ou a Interpol", informou a organização policial em comunicado.
Na mesma nota acrescentou que "se há alguma responsabilidade ou culpa por esta falha é apenas do Departamento de Imigração da Malásia".
"O fato é que os Estados Unidos consultam essa base de dados mais de 230 milhões de vezes por ano, o Reino Unido mais de 140 milhões de vezes, os Emirados Árabes Unidos 100 milhões de vezes e Cingapura 29 milhões de vezes", acrescentou na nota.
"A realidade é que antes do trágico desaparecimento do voo MH370 da Malasyan Airlines, o Departamento de Imigração da Malásia não realizou uma só comprovação dos passaportes na base de dados de Interpol", dizia a nota da organização policial internacional com sede em Lyon, no leste da França.
Isso explicaria por que dois indivíduos com passaportes roubados de um australiano e um italiano puderam embarcar no avião que depois sumiu com 239 pessoas a bordo.
As autoridades já consideram que todos os passageiros estão mortos depois que vários satélites localizaram no Oceano Índico o que parecem ser restos do avião.
Apesar dos "ataques injustificados" contra a Interpol, a organização policial se mostrou disposta a ajudar à Malásia."Seguimos dispostos, desejosos e capazes de ajudar à Malásia a proteger melhor seus cidadãos e visitantes daqueles que utilizam identidades roubadas ou alteradas para embarcar em aviões", concluiu a Interpol.









