Com o auditório da Escola Superior da Magistratura – (Asmal) no bairro Farol, totalmente lotado por amigos e familiares das famílias Houly e Medeiros foi encerrado as 23 h o julgamento do Casa Daniel Houly, fato registrado no dias 05 de fevereiro de 1999, no interior do apartamento onde residia o casal no bairro Jatiuca em Maceió.
Após o Conselho de Sentença composto por cinco mulheres e dois homens se reunirem na sala secreta para responder os três quesitos o Juiz Edvaldo Landeosi anunciou o resultado que absolveu a médica Tânia Eliane Medeiros que foi inocentada, por maioria dos votos, quatro favoráveis e três contra.
O promotor de Justiça Flávio Gomes recorreu contra a decisão após o anuncio do resultado pelo Tribunal do júri. De acordo com o membro do Ministério Público Estadual, a decisão foi de encontro às provas técnicas que constam nos autos do processo. “A decisão foi manifestamente contrária às provas dos autos”, disse o promotor Flávio Costa.
Durante o julgamento, o advogado de defesa de Tânia, José Fragoso, sustentou a tese de que o médico se suicidou e não houve crime. “Na realidade o disparo foi efetuado por ele, não houve crime. Tânia tentou salvar a vida dele a todo instante, o socorreu, e a filha dela vem para reforçar o depoimento da mãe, pois estava presente no dia do fato”, pontuou Fragoso.
O julgamento
Durante todo o decorrer do julgamento familiares da acusada vestiam camisetas com a frase “Fazer justiça não é condenar inocente”. Parentes e amigos do vereador morto a grande maioria de Arapiraca onde o médico era vereador e muito querido pela sociedade Arapiraquense e de toda a região Agreste, trajavam camisas durante o julgamento com a mensagem “A impunidade gera violência”. A sobrinha de Daniel Houly, Juliana Pacífico Houly, disse que o júri foi uma vitória para a família.
“Há 15 anos ela [Tânia Medeiros] recorria do processo, mas o Ministério Público decidiu levá-la a julgamento e esse júri é uma vitória para todos nós da família. Os laudos comprovam que meu tio foi assassinado e que o tiro que o matou foi à longa distância, tese defendida pela acusação.
No início do julgamento pela manhã, foram ouvidos peritos do Instituto de Criminalística (IC) à época, que assinaram os laudos; José Geraldo Barros, Ailton Carlos Lima Villanova, Jorge Ferreira da Silva e George Sanguinetti que assinou um laudo conclusivo com base nas informações das peças técnicas que afirmou que ocorreu homicídio. A acusação levantou o fato da destruição da cena do crime horas após o episódio que obteve grande repercussão em todo o Estado. O quarto foi.lavado por uma cunhada da esposa do filho de Tânia Medeiros. Em sua defesa ela declarou em depoimento que não acreditada que o médico Daniel Houly viesse a falecer 12 horas depois após ser submetido a procedimento cirúrgico na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. O processo tem mais de mil páginas.





