Somente quem já perdeu um ente amado de forma brutal sabe mensurar o tamanho do sofrimento que se instala na alma de cada membro da família. Dói saber que Daniel Houly, que gozava de plena saúde física e mental, foi privado tão injustamente de viver os momentos bons que a vida lhe reservava: o crescimento de seus filhos, o nascimento de seu neto, o convívio sempre harmônico e feliz com toda a família. Era amado por todos e por isso é impossível estimar sua falta, pois era uma pessoa de alma boa e generosa, daquelas que o mundo carece. Dói sentir sua ausência, ver o sofrimento de todos os familiares.
    No entanto, não há dor no mundo que faria com que uma família cordial e que preza pela integridade de todos os seus atos, proferisse acusações injustas e ao seu bel prazer, motivados por algum sentimento nefasto. NÃO É A FAMÍLIA DA VÍTIMA QUE ACUSA TÂNIA ELIANE MEDEIROS, É O PODER JUDICIÁRIO QUE ASSIM O FAZ, POIS ELA FOI DENUNCIADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, tendo sido pronunciada pelo Juízo de primeiro grau, ou seja, sendo determinado por este Juízo que a acusada deveria ir a Júri Popular e, não obstante os recursos impetrados pela acusada durante todos esses anos, os Tribunais Superiores mantiveram a decisão de que ela deveria ir a Júri Popular.
    Não há que se falar em suposições ou juízos de valor emitidos pela família da vítima. O que a família espera é que seja feita a justiça, sendo este clamor embasado pelas evidências que levaram o membro do Ministério Público a denunciar a acusada, da mesma forma que serviram de esteio para fundamentar a decisão judicial que determinou seu julgamento pelo Tribunal do Júri. 
Não se pode cogitar a ideia de que a família contesta a versão da acusada de forma aleatória e de forma descompromissada com a verdade, uma vez que o que se espera é que quem tenha praticado o HOMICÍDIO, conforme atestam os LAUDOS do processo, responda por seus atos. Pois a dor da perda só aumenta quando aliada ao sabor amargo da impunidade, da injustiça.            
    Suportar o sofrimento da perda de Daniel Houly para todos os amigos e familiares não é fácil e é por isso que contamos com a união da família, a qual se fortalece na oração e na luta para que a justiça seja feita, na tentativa de que essa dor ao menos se amenize. As declarações prestadas pela família da acusada, especialmente as expressadas nas redes sociais, só fazem aumentar nossa dor, dilacerando nossos corações da forma mais visceral possível. 
    No entanto, vivemos em uma sociedade democrática e respeitamos isso. Em decorrência disso, sabemos que cada um pode falar o que bem quer. Apenas pedimos para que as pessoas tenham o discernimento necessário para perceber o que é uma versão consolidada, amparada por argumentos jurídicos e o que se trata de um mero ato de desespero. Confiamos no bom senso de todos e esperamos a justiça!! 
    Se queremos uma sociedade melhor, devemos lutar por ela! E é isso que nossa família vem fazendo. Queremos a justiça não só para o presente caso. Queremos a justiça para que esse tipo de crime não mais aconteça. Não deixemos que a impunidade prospere, pois assim o crime se alastrará, se infiltrará em nossas casas, em nossas famílias. A família clama por justiça para que nossas crianças sejam educadas com valores fundamentais como o RESPEITO À VIDA!