Conquistar uma das nove vagas para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano será uma das disputas mais acirradas. São muitos caciques e poucos índios. 
Pelo lado da situação atualmente existem cinco deputados federais e um suplente que está assumindo o mandato, são eles; Artur Lira (PP), Givaldo Carimbão (Pros), Mauricio Quintella (PR), João Lyra(PSD), Alexandre Toledo (PSB) e João Caldas (Solidariedade).
 
A tendência natural é que sejam montadas duas chapas, com a possibilidade de ser mantida a composição dos cinco mandatos hoje existentes. A primeira chapa seria capitaneada pelo PP de Artur Lira em uma aliança com os partidos PR, PSD e Solidariedade que tem o jovem deputado estadual JHC como pré-candidato à federal.

A segunda chapa teria o comando PSDB, que tem como presidente estadual, Pedro Vilela, numa aliança com o Pros, PSB e o DEM do vice-governador José Thomaz Nonô. Mas tudo vai depender das composições majoritárias, que ainda estão em aberto.
 
Dos atuais deputados federais, dois já decidiram não serem candidatos à reeleição, Francisco Tenório (PMN) que vai concorrer a deputado estadual e Alexandre Toledo que é pré-candidato declarado ao governo pelo PSB ou mesmo ao Senado.
 
No grupo do chapão, apenas são candidatos à reeleição o Deputado Paulo Fernandes (Paulão) (PT) e a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB). O deputado Renan Filho (PMDB) estaria cotado para concorrer ao Governo do Estado. 

Ocorre que, por este grupo da oposição, existem fortes candidatos que tentam conquistar uma das nove vagas na câmara federal, são eles: Ronaldo Lessa (PDT), Cícero Almeida (PRTB), Marx Beltrão (PMDB) e Antônio Albuquerque (PRTB).
 
O PT Nacional já deu sinal verde para a legenda em Alagoas, priorizar exclusivamente a reeleição de Paulão, que deve se coligar com o PDT de Lessa, o PTdoB de Rosinha e o PC do B. Em outra composição, seriam pré-candidatos o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa e Marx Beltrão pelo PMDB, além de Cicero Almeida e Antônio Albuquerque pelo PRTB. 

Não está totalmente descartado o retorno de Renan Filho para federal, numa possibilidade do presidente do Senado for mesmo o candidato da oposição ao Governo do Estado. A tendência natural é que a oposição faça quatro federais.
 
Logicamente que poderemos ter surpresas nos próximos noventa dias, até porque, a majoritária está em aberto, apesar dos senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira, estarem comandando o processo e ocupando a mídia n cenário politico alagoano. 

O senador Benedito de Lira deu uma declaração enfática esta semana, que pode mudar todo o xadrez da politica alagoana, quando declarou que o presidente do PT em nível nacional, Rui Falcão, somente o PT tem compromisso com PMDB, se o candidato a governador for do Senador Renan Calheiros, caso seja Renan Filho, toda a composição volta a estaca zero.