O protesto dos policiais civis de Alagoas, que pela segunda vez em quinze dias fecha o Porto de Maceió, já pode ser sentido em alguns setores da economia do estado, para citar um deles, o setor de combustíveis, que em alguns postos já não tem gasolina para os consumidores.
A quem pode interessar uma greve assim, se na realidade, a população é a prejudicada? Em dois momentos: primeiro pela operação-padrão, onde muitos policiais, em nome desse protesto, recusam-se a atender chamados da população que sofre algum tipo de violência e depois, interferindo em um serviço sob administração do Governo Federal, que prejudica também aos meios de locomoção da população.
Notícias sobre o protesto também dão conta que outro setor bastante atingido pela ocupação dos policiais é o do ramo sucroalcooleiro, que deixa de movimentar cargas, escoar produtos e receber insumos.
Talvez a falta de diálogo da administradora do Porto, Rosiana Beltrão, com os policiais “padronizados” possa estar contribuindo para essa situação. Indicada para o cargo pela Presidente Dilma e ligada ao PT nacional e ao PMDB alagoano, Rosiana parece não ter interesse em auxiliar na solução do problema, que prejudica politicamente principalmente ao seu adversário partidário, o Governador Teotonio Vilela Filho.
