Se há uma coisa que me causa calafrios são as desculpas, as justificativas e as mentiras ditas pelo governo tucano reforçadas por aliados e simpatizantes quando ocorre um crime que mobiliza a opinião pública.


Frases como, “ah, a violência está em todos os lugares”; ou  “a culpa é das drogas, do crack. Roubam e matam para comprar e consumir, essa é a causa da violência”. Nunca acreditei nessas opiniões. Elas são mentirosas.


Alguns especialistas por mim consultados foram claros. Se a culpa é do crack, cadê o combate, o enfrentamento, o policiamento nas divisas? Na verdade, os criminosos que roubam empresas e bancos, por exemplo, vão pra farra, onde usam bebidas e drogas. É a partir do levantamento de determinadas festas que a polícia chega aos suspeitos.


Ora, façam-me o favor, se Alagoas ocupa o primeiro lugar quando o assunto é violência, assassinatos de jovens, mortes por arma de fogo, certamente o governo Vilela não fez e não faz o dever de casa. Portanto, essas justificativas são inaceitáveis.


Promessas foram ditas e nunca cumpridas. Sete mil policiais deveriam ter sido contratados. Deveriam. A promessa de campanha não cumprida ficou registrada. Delegacias, grupamentos e batalhões completamente abandonados.


O descaso é completo. Por isso a vaia dirigida ao secretário Estadual de Defesa Social, Eduardo Tavares, durante os levantamentos técnicos referentes ao assassinato do empresário Guilherme Brandão, foi para ele e pra todo o Governo.


Pra mim -e talvez pra você- caro leitor, tenha ficado a danada da frase dita pelo ex-prefeito de Maceió, Djalma Falcão, “Alagoas, matadouro humano” que não sai da minha cabeça.