A maiora dos brasileiros acredita que a Copa do Mundo de 2014 será marcada por manifestações. De acordo com pesquisa divulgada ontem (18) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), em parceria com a MDA Pesquisa, 85,4% dos entrevistados acham que haverá manifestações no Mundial, assim como houve durante a Copa das Confederações. Apenas 11,4% acreditam que não haverá protestos.

Apesar de a maioria acreditar que haverá manifestaçõers durante a Copa, 82,9% dos entrevistados informaram que não vão participar dos protestos — apenas 15,2% dizem que pretendem participar dos atos de rua.

Além disso, metade da população (50,7%) não apoiaria a candidatura do Brasil como sede da Copa do Mundo caso a escolha fosse hoje. Só 26,1% dizem que apoiariam a candidatura para sediar a Copa totalmente, enquanto 19,7% apoiariam parcialmente.

Os investimentos para o evento também foram alvo de crítica dos entrevistados. Para 75,8% deles, os valores foram desnecessários. Só 13,3% consideram os gastos adequados — outros 7,3% acham que os investimentos foram insuficientes.

Estádios

Segundo a pesquisa, 80,2% dos brasileiros discordam dos investimentos em estádios e acreditam que eles poderiam ser empregados em outras áreas, ante 17,6% que defendem os investimentos por acreditar que eles poderão ajudar a desenvolver o esporte no País.

Detonador das manifestações de junho, o transporte urbano é uma das grandes preocupações quando o brasileiro trata da Copa. A melhoria na mobilidade pública prometida para o Mundial não sairá do papel para 66,6% dos entrevistados, contra 27,7% que acham que alguma coisa pode melhorar.

Apesar dos números, o brasileiro está otimista quanto à vitória do Brasil no Mundial: 56,2% acreditam que a seleção brasileira sairá campeã — apenas 34,6% acham que não.

Rolezinhos

Cerca de 61% dos entrevistados na pesquisa CNT já ouviram falar dos rolezinhos, mas mais da metade deles, 54,8% não apoiam os passeios de centenas de jovens nos shopping centers. Essas pessoas acreditam que o movimento promove “desordem”. Enquanto isso, 84,5% acham que os rolezinhos precisam ser reprimidos.

Por outro lado, 67,3% dos entrevistados acham que não há preconceito contra o movimento, “somente um receio de desordem”, e, para 65,2%, a ação dos shoppings centers em selecionar as pessoas que frequentarão seu interior é legítima.