Há algumas questões que são fundamentais para um resultado favorável numa disputa eleitoral: tempo da propaganda gratuita no rádio e na televisão e o apoio de partidos e de políticos. Sim, isso mesmo. Só que nada disso ocorre separadamente. Numa costura para uma disputa o político, ou o seu grupo, fecha alianças com políticos e partidos objetivando tempo de propaganda e aumento no número de apoiadores.
Esse é o verdadeiro objetivo das costuras políticas e das intensas conversas que os principais atores do processo vivem afirmando aos meios de comunicação. Portanto, ninguém vence uma eleição sem esse tipo de soma. O tempo no rádio e, principalmente, na televisão é fundamental. Aliás, o da Tv é considerado um ‘canhão’ dado o seu alcance e poder de persuasão.
Exatamente por isso ainda não consegui entender como muita gente tem afirmado que as presenças de Lessa, Renan, Collor, entre outros, no mesmo palanque provoca aumento de rejeição por parte do eleitorado. A ciência das pesquisas eleitorais jamais explicou tal argumento. Rejeição não se soma de jeito algum.
Toda moeda tem dois lados. Na política também sempre tem dois lados para serem avaliados, pensados e pesados. PDT, PMDB, PTB e PT juntos, por exemplo, certamente darão ao bloco da Frente de Oposição o maior tempo de propaganda nas eleições deste ano. Sem contar no aumento da musculatura eleitoral com a agregação de apoios de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, simpatizantes e outras lideranças políticas.
Esse mesmo raciocínio serve para o grupo da situação. Todos os possíveis candidatos do DEM, PP, PSD e PSDB querem o apoio do governador Vilela, embora saibam do desgaste que esse apoio provoca por conta do alto índice de rejeição conquistado pela gestão tucana. Mas o apoio é querido porque mais importante do que a maior rejeição entre todos os políticos alagoanos, ter a máquina governamental e a soma dos apoiadores é mais importante do que qualquer outra coisa.
Então, que fique claro: rejeição não se soma em nenhum palanque como tentam afirmar e toda moeda tem dois lados. O exemplo disso é o fato de o PT e o PSDB sempre estarem procurando conquistar partidos e lideranças sem se incomodarem com a rejeição que o PMDB ou José Sarney têm.