Parece até que ele despertou de forma contundente, como só sabe acordar quem viveu a maior parte de sua trajetória política na oposição durante os anos de chumbo da ditadura militar. Esse é Djalma Falcão, ex-deputado federal por mais de um mandato, ex-presidente do PMDB e ex-prefeito de Maceió.


No jornal Gazeta deste domingo (9-02), ele se dirigiu ao governador Vilela de forma contundente. Não sei foi um ‘bico’ na canela ou uma ‘munhecada’ – termo em moda em Alagoas, mas foi duro, verdadeiro.


Para Djalma Falcão na política social o governo tem sido um retumbante fracasso nas aeras de saúde, educação e segurança. “Não me conformo com o nosso estado sustentando os piores índices no que se refere as áreas como educação, saúde e segurança. Alagoas virou um matadouro humano”, afirmou.


E sobre o governador, o político: “Ele é uma jibóia. Só dá o bote seguro. Sua tática consiste em só anunciar sua verdadeira intenção na última hora”, revelou Falcão.

Sobre a comparação com a jibóia que o diga o ex-governador Ronaldo Lessa, última grande vítima política de Vilela. É que Lessa o apoiou para governo em 2006. Vitorioso, o tucano eleito assumiu e começou a fazer críticas públicas ao governo Lessa. O ex-governador rompeu, mas até hoje ainda é vítima de críticas, uma estratégia de desconstrução da sua imagem política.


A declaração mais forte do ex-prefeito que ficou ecoando em minha mente foi sobre AL ter virado um matadouro humano. Plagiando a propaganda do governo tucano, “isso é real, isso é verdadeiro” e a gente vê de perto, não é mesmo?


Sobre jibóia, como não sou especialista, pesquisei e achei que o comportamento  tem alguma semelhança, afinal, também somos animais. Leia abaixo:
Jibóia,
“Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que matam por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias, podendo estender-se a algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor.”