Único município brasileiro na reunião da ONU em Varsóvia, Recife é uma das cidades mais vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas no mundo. Capital pernambucana investe em sistema de transporte público e fluvial

Recife precisa convencer seus moradores a deixar o carro em casa e usar o transporte público. Só com essa troca de comportamento é que a cidade vai conseguir diminuir suas emissões de dióxido de carbono, já que o transporte é a principal fonte de poluição do local, segundo afirma o prefeito Geraldo Julio.

Mais do que uma meta municipal, o corte de emissões faz parte de um compromisso que Recife assumiu com a comunidade internacional: ela é uma das oito cidades selecionadas no mundo para integrar o projeto Urban-LEDs, financiado pela Comissão Europeia, órgão executivo da UE. O objetivo é promover a transição de cidades de países emergentes para um modelo de desenvolvimento urbano com baixas emissões de gases poluentes, para amenizar o impacto das mudanças climáticas nesses locais.

A iniciativa levou Geraldo Julio à Conferência do Clima, em Varsóvia: "Recife poderá servir como exemplo para outras cidades", disse em entrevista à DW Brasil. Desde 2012, a capital de Pernambuco é membro do Iclei, ou Governos Locais pela Sustentabilidade.

A associação internacional de governos locais que assumiram um compromisso com o desenvolvimento sustentável escolheu Recife e Fortaleza como cidades-modelo no Brasil para implantar o projeto Urban-LEDs, que tem apoio da ONU- Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos).