O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) destaca o empreendimento em Craíbas e Arapiraca na Região Metropolitana do Agreste – (RMA) da Mineradora Vale Verde que deve iniciar a operação da mina de cobre em 2015 como um marco para o desenvolvimento da região.

Um empreendimento da ordem de US$ 450 milhões que coloca o Agreste de Alagoas no mapa brasileiro da exploração mineral promovendo empregos diretos e indiretos. A empresa pertence ao grupo canadense Aura Minerals.

Após entrar em operação a jazida terá capacidade para produzir sete milhões de toneladas por ano de minério de cobre e os 12 anos de vida útil estimados, vai gerar uma taxa de retorno de investimentos da ordem de 19% segundo estudo de viabilidade econômica elaborado pela companhia. 

O volume da exata medida da importância econômica do empreendimento quase três vezes os 2,8 milhões de toneladas por ano de minério de cobre processados pela Mineradora Caraíba na Bahia é pouco menos da metade dos 16 milhões de toneladas anuais produzidos pela Vale do Para. Segundo Tony Lima, gerente do projeto da Mineração Vale Verde.

O projeto Serrote da Laje como foi batizado no município de Craíbas  distante de Maceió 142 quilômetros através da Al-220 contempla a extração de cobre em uma área total de cerca de 2,6 hectares.

Do volume extraído da jazida é possível produzir em torno de 130 mil toneladas por ano de concentrado de cobre com uma pequena proporção de ouro por volta de três gramas por tonelada que contribuem com 8% da receita gerada na operação.

De acordo com o técnico a produção de 600 mil toneladas por ano de minério de ferro que inicialmente estava previsto no projeto, ficou fora e não há previsão de quando essa atividade será colocada em pratica. O nome que batizou o projeto foi inspirado nas características da região. Serrote é um diminuitivo de serra e laje faz mensão a um afloramento de minério que formou um tipo de rocha lisa, explicou Lima.

A área que abriga o empreendimento é formada por diversas fazendas a maioria de pequeno porte, dedicadas à agricultura de subsistência que estão sendo desapropriadas. Assim que as famílias dos agricultores forem removidas começara a construção da unidade. A expectativa é de que o processo esteja concluído até julho, foram negociados 70% das famílias e conseguimos 60% da área, explicou.

Os US$ 450 milhões correspondem apenas ao capital destinado à  instalação da planta. O montante está sendo aplicado na aquisição das propriedades, reassentamento das famílias que moram na área, engenharia e gerenciamento, aquisição de equipamentos, materiais e serviços necessários à construção, além de treinamento e contratação de pessoal. Na etapa da construção serão gerados 1,2 mil empregos diretos, enquanto a fase de operação a partir de 2015 empregará  400 pessoas.

Com informações da revista Valor Econômico.