Localizado na Região Metropolitana do Agreste (RMA) e com uma população estimada em 36.600 habitantes e distante de Maceió 165 quilômetros o município de Girau do Ponciano está enfrentando séria crise administrativa com a falta de medicamentos básicos nas unidades básicas de saúde. O problema é da maior gravidade e está penalizando a população carente que necessita das ações de políticas públicas no município.
Durante décadas o município teve o comando da família Barros e o último gestor foi Davi Barros que comandou os destinos de Girau do Ponciano por oito anos. Em 2012, a família Barros perdeu o comando do município para Fábio Aurélio, filho do ex-prefeito José Aurélio que teve o mandato cassado por improbidade administrativa.
De acordo com as denuncias, nos postos de saúde e unidades básicas de saúde faltam medicamentos básicos para hipertensão a exemplo de Captopril, além de equipamentos básicos como tensiômetro, utilizados para medição dos batimentos cardíacos e aferição da pressão arterial.
A dona de casa Maria Benedita Rodrigues da Silva, cadastrada em uma das unidades de saúde do município com problemas de hipertensão arterial está carecendo da medicação e sem condições financeiras para adquirir os medicamentos.
Um funcionário de um dos postos que pediu para não ter o seu nome mencionado assegurou que faltam nos postos, até receituários e até os mais simples medicamentos. “faltam remédios para hipertensão, diabetes, xarope para tosse e até analgésicos para dores de cabeça.” Lamentou.
Outro grave problema de saúde pública nas unidades básicas de saúde está relacionado ao descarte de agulhas e seringas descartáveis usadas que são jogadas em caixas de papelão abertas podendo provocar contaminação de pessoas que manipulam esse tipo de material contaminado além o Meio Ambiente. O blog tentou um contato com a secretária municipal de saúde Arusca Magalhães mas, o número do celular disponibilizado sempre fora de área ou desligado.
