O governo adiou para o primeiro trimestre de 2014 o leilão da linha de transmissão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, que deveria ser realizado no final de 2013.
"É um leilão grande e eles [investidores] têm que se organizar", justificou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, depois de participar do Seminário GEE (Grupo de Economia de Energia).
De acordo com Tolmasquim, apesar do adiamento, não haverá comprometimento no escoamento da energia que começa a ser produzida em Belo Monte em 2016.
Antes da entrada da nova linha, o governo contará com o sistema já existente de escoamento de energia da usina de Tucuruí, no mesmo Estado.
"Está garantido [o abastecimento]. A nova linha vai entrar até janeiro de 2018, que é quando a gente precisa dela", informou.
A usina de Belo Monte é o maior empreendimento hidrelétrico em construção no país e teve sua entrada em operação adiada de 2014 para 2016.
A usina terá capacidade para gerar 11.233 megawatts, mas, por não ter reservatórios, vai operar apenas no período de chuvas, o que reduz o aproveitamento de energia para cerca de 4,5 mil megawatts.
TRÊS IRMÃOS
Tolmasquim confirmou ainda que a usina de Três Irmãos (SP), que foi devolvida pela Cesp durante a renovação das concessões, será leiloada apenas em janeiro de 2014, e não em setembro de 2013, como era aguardado pelo mercado. A usina tem capacidade para gerar 807 megawatts.
"É o primeiro leilão [de concessão devolvida] e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pediu mais tempo, porque tem que montar o show room, tem uma discussão sobre um canal que tem uma eclusa", explicou.









