O vereador pelo PSDB da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, teve o seu sigilo fiscal e bancário quebrado por determinação da Justiça Federal paulista. Ele é considerado um importante membro do tucanato paulista com influência em todos os governos desde Mário Covas, passando por José Serra, Geraldo Alckmin e até Fernando Henrique Cardoso.
Andrea Matarazzo é suspeito de ter arrecadado propinas superiores a US$ 20 milhões junto à empresa francesa Alstrom. Parte desse dinheirão teria sido utilizada no caixa dois da campanha que levou FHC a cumprir o segundo mandato como Presidente do Brasil. Além de Matarazzo, outras dez pessoas ligadas ao PSDB também tiveram os sigilos quebrados.
Essa decisão atinge duramente o coração do PSDB¶ não só lá na Avenida Paulista, é certo. A quebra de sigilo vai de 1997 ao ano 2000. De acordo com investigação da PF, os pagamentos de propina a servidores do governo – agentes públicos - do PSDB teriam ocorrido para viabilizar contratos nas áreas de transportes, energia e abastecimento.
Várias empresas no exterior foram usadas no esquema e muitos “donos” de empresas já “abriram o bico” e confessaram tudo em depoimento aos delegados. E mais: O Matarazzo, tucano mais importante dessa história tinha conhecimento de tudo porque era secretário de Energia e presidente do conselho administrativo da EPTE. A Polícia Federal afirma que os indícios são muito fortes de que Matarazzo tenha se beneficiado juntamente com o PSDB.
Este será um mote importante pra eleição de 2014. Há munição de todos os lados, contra todos os lados. A batalha pelos votos durante a campanha eleitoral será dura e suja, talvez.