As negociações dos dois novos partidos políticos do Brasil para filiar cerca de 50 deputados federais envolvem a entrega a eles do comando político das siglas nos Estados e a promessa de um generoso rateio do dinheiro do Fundo Partidário, algo entre R$ 3 e R$ 3,80 por voto recebido pelos congressistas.

 Solidariedade e Pros (Partido Republicano da Ordem Social), que foram chancelados na terça-feira pela Justiça Eleitoral, vão receber mais de R$ 30 milhões por ano dos cofres públicos em recursos do fundo, que é uma das principais fontes de financiamento das legendas.

“A minha proposta, e isso vai ser resolvido na quarta-feira, é que a direção nacional fique com 40% do fundo e que repasse 60% para as direções estaduais”, explica o deputado Ademir Camilo, que está deixando o PSD para assumir o comando do Pros em Minas Gerais. O valor repassado será proporcional ao número de votos obtidos em 2010 pelos deputados recém-filiados.

Aqui em Alagoas, fala-se na ida de ex-socialista Givaldo Carimbão. Para se transferir por Pros, o deputado vai sair no lucro, recebendo R$ 3,80 por cada voto que teve em 2010. Na eleição passada, Carimbão teve 96 mil votos. E assim o Pros irá dar de "luvas" o passe de Carimbão.

E assim, o deputado sai no lucro o sua "luvas" será "comprado" em torno de R$ 364 mil reais, onde o Pros irá utiliza o fundo partidário para conseguiu a filiação de cerca de 50 parlamentares, inclusive Carimbão.

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