O Pentágono retirou quase 12 mil soldados do Afeganistão em meses recentes, reduzindo a presença militar americana no país em quase 20%, informou nesta sexta-feira o jornal Military Times. O contingente americano diminuiu de 66 mil soldados em abril para 54,5 mil no fim de setembro, segundo o jornal, que cita como fonte documentos do próprio Pentágono.

O presidente Barack Obama, que em 2009 aumentou em 30 mil soldados a força americana no Afeganistão, ordenou uma retirada gradual que reduzirá esse contingente a menos de 34 mil soldados no próximo mês de fevereiro. Não está claro ainda quantos soldados americanos permanecerão no Afeganistão depois de 2014.

Segundo o jornal, as operações militares americanas no país asiático, invadido em outubro de 2001, diminuíram: em agosto os militares americanos conduziram 158 missões com apoio aéreo próximo, isto é menos da metade das 368 missões que descarregaram explosivos em maio.

Estas mudanças "assinalam uma modificação fundamental na missão americana que passa do combate direto contra a insurgência Talibã ao apoio para as tropas afegãs que agora planificam e conduzem independentemente as missões de combate".

O coronel de exército Christopher Garver, porta-voz militar no Afeganistão, explicou ao jornal por e-mail que a força está reduzindo "porque o presidente ordenou e porque os requisitos da missão mudaram e as Forças de Segurança Nacional afegãs assumem a responsabilidade por todo o país".

Por sua vez, o general Mark Milley, subcomandante das forças americanas no Afeganistão, disse ao Military Times que entre 15% e 20% do território e da população afegã permanece sob controle dos talibãs ou seus aliados. Milley calculou que a força de combate dos talibãs tem entre 10 mil e 25 mil homens armados.