Talvez você não saiba leitor que Maceió tem duas usinas. Ambas estavam paradas desde a gestão do ex-prefeito Cícero Almeida, sabe-se lá por qual motivo.

A previsão é de que as duas voltem a funcionar a partir de outubro e vão ser fundamentais na redução de custos e no trabalho de recuperação das vias públicas esburacas da capital.

Uma usina de asfalto estava danificada, por isso, parada. Já está sendo recuperada e testada para produzir asfalto que será usado para tapar os buracos que tanto infernizam a vida dos condutores e para recapear ruas, avenidas e corredores de ônibus.

A outra usina, só que de reciclagem, parada há cerca de três anos, já está armazenando lixo produzido pela construção civil. Nesta usina os resíduos sólidos são transformados também em asfalto, só que de uma qualidade menos resistente, por isso será utilizado em ruas com pouco fluxo de veículos leves.

A vantagem para a administração pública quando ambas estiverem funcionando será, naturalmente, a redução de custos porque não mais terá que comprar o asfalto a empresas privadas e ruas mais limpas, pois o lixo da construção civil terá valor. Além disso, esse resíduo sólido também deixará de ser levado para ser tratado inadequadamente no aterro sanitário, o que também significa redução de despesa por parte do município que paga a concessionária do aterro pelo recolhimento do lixo.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Roberto Fernandes, o projeto é recapear, imediatamente, 40 Km.

Satisfeito com a recuperação das usinas, Fernandes anuncia que o viaduto da Brandini, no Bom Parto, que corria o risco de ser perdido, foi salvo.

Havia R$ 6 milhões do governo federal depositados na Caixa Econômica. Mas a Prefeitura não tinha acesso porque não tinha o projeto de construção e uma licitação feita na gestão anterior precisava ser refeita por ter problemas na planilha, ou seja, nos custos. O prazo para a solução das exigências era 30 de junho, mas foi conseguida a prorrogação e uma nova licitação será feita.

O dinheiro depositado na CEF será usado para o início das obras no entorno do futuro viaduto. O custo total da obra está orçado em R$ 18 milhões. E como ano que vem teremos eleições, a expectativa é de que a bancada federal atue junto a União por recursos no Orçamento e também que os deputados e senadores disponibilizem parte das suas emendas individuais para o viaduto.

Pelo menos, a turma da bancada federal terá discurso para pedir o nosso voto, não é mesmo?