“O meu constituinte rechaça por completo qualquer acusação de calote contra o publicitário Lucas Pacheco. O senador Collor nunca manteve relação contratual de trabalho com esse profissional”, reagiu o advogado João Lobo, ao tomar conhecimento de informação veiculada na imprensa, dando conta de que o Collor teria supostamente deixado de pagar R$ 1,4 milhão ao mencionado publicitário, e cuja origem teria sido a campanha ao governo de Alagoas, em 2002.
O advogado do senador disse estar absolutamente seguro de que tudo ficará esclarecido na Justiça. “O publicitário prestou, sim, serviços à coligação partidária na qual o senador Collor integrava. Temos provas documentais de que os serviços prestados foram integralmente honrados”, explicou João Lobo. Ele está convencido de que, no momento oportuno do processo, tudo ficará esclarecido. “O meu cliente nada deve a esse profissional, pois não firmou nenhum contrato com ele”, ressaltou.
João Lobo também informou que já obteve vitórias no curso desse processo e que está peticionando ao juiz Orlando Rocha, em Maceió, onde o processo originou-se, para fazer valer a decisão já consagrada pelo magistrado: a de que o senador tem a prerrogativa de ser ouvido em seu gabinete parlamentar, em Brasília. “Cabe à Justiça do Distrito Federal cumprir a decisão do juízo originário, e ouvindo a parte conforme a decisão tomada pelo Dr. Orlando Rocha. Além do mais, não houve, à época, nenhum recurso quanto a esse procedimento deferido pelo eminente juiz”, concluiu o advogado.
