Depois do inferno vivido pela população de Maceió na manhã desta quinta-feira (12) com os protestos que pararam Maceió, é que ficou claro o quanto o governador Vilela e seus auxiliares agem com rapidez, antecipam-se aos problemas, acreditem, falo sério.
Por incrível que possa parecer, tenho quase certeza que ninguém do governo estava informado que os rodoviários haviam programado um grande protesto em Maceió. Nem que o motivo seria a violência, as mortes e assaltos que os motoristas e cobradores são vítimas.
Quase acredito que nenhuma alma tucana viu nos sites, leu nos jornais, escutou nas rádios, enfim, que nem sequer houve uma simples troca de telefonema entre esses dirigentes sobre o tema. Nem ontem, nem na manhã desta quinta para que simplesmente agissem, negociassem, prometessem mais uma vez colocarem mais policiais nos locais onde há maior incidência de assaltos aos transportes coletivos.
Tanto isso parece verdade que apenas no final da manhã de hoje é que, após o inferno de cão que a cidade se transformou, o secretário de Gabinete Civil, Álvaro Machado, marcou uma reunião para receber os rodoviários, e a paralização dos ônibus foi encerrada.
Meu Deus!
Será que essa decisão de dialogar não poderia ter sido tomada ontem? Enfim, depois do leite derramado é que o governo age. Depois que prejuízos pessoais e profissionais de milhares de pessoas são registrados é que o problema é enfrentado. Assim tem sido.
Quanto aos rodoviários, esqueçam a melhora na segurança. Faltam policiais. Sem mais homens, nem milagre resolve. E todo mundo sabe disso. O que vai ser dito será apenas mais uma promessa, como tantas outras que já foram feitas.
Mais assustador do que à inoperância do governo Vilela foram os dados divulgados pelo Sindicato dos Policiais Civis – Sindpol, em primeira mão, no blog do jornalista Marcelo Firmino. De acordo com o que foi publicado, os dirigentes sindicais “distribuíram um documento revelando que desde o início do atual governo Vilela até agora mais de 14 mil alagoanos foram assassinados nas ruas de Maceió e do interior do Estado”.
Daí, só podemos chegar a uma conclusão: É muita inoperância, muita lentidão e um bocado de sangue derramado!