O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Cajueiro, Oséias Ferreira falou sobre a interdição do matadouro da cidade, ocorrido na ultima sexta feira (23). Oséias Ferreira explicou que a saída para os matadouros municipais é um consórcio entre os municípios da região, e para isto, a prefeita Lucila Toledo tratará do assunto na próxima segunda, 26, durante a reunião da AMA - Associação dos Municípios Alagoanos.
 
“o custo de um matadouro é muito alto e municípios pequenos como Cajueiro, não temos como bancar tudo, por isso, elaboramos um projeto de matadouro para consórcio”. Oséias Ferreira informou ainda que a atual administração já fez uma reforma no matadouro, mas que ainda não está dentro do exigido por lei, “até hoje toda estrutura dos matadouros quem dá é o município, em janeiro fizemos uma reforma no local, colocamos caixas de tratamento e adequamos outras coisas, também solicitamos uma pistola para o abate dos animais, mas ainda não estamos dentro da conformidade”.
 
Apesar da interdição do matadouro municipal, a Adeal (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas) ainda não enviou o relatório sobre irregularidades à administração municipal. “Estamos aguardando o relatório da Adeal para sabermos em que deveremos nos adequar, até agora nada chegou oficialmente”.
 
Com o fechamento do matadouro de Cajueiro, uma média de 100 pessoas ficaram desempregadas, a saída para estas pessoas é se deslocarem para a Mafrial em Satuba ou para o matadouro de Rio Largo.
 
Cajueiro está incluído entre os 19 município com matadouros fechados ou interditado, 19 de um total de 40 matadouros. Esta realidade deixa claro que os municípios não tem estrutura financeira suficiente para bancar um matadouro adequado à lei, e que a saída é ou um projeto do Governo do Estado, ou o consórcio entre os municípios da região.