As opções deliciosas que povoam o imaginário infantil quando se fala em fazer um lanche prontamente são seguidas por doces e guloseimas. Pois bem, essas ‘delícias’ parecem estar com os dias contados nos recreios das escolas.  Recomendações sugeridas no Projeto de Lei aprovado na quarta-feira (21), pelo Senado Federal proíbe que cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das escolas vendam alimentos considerados não saudáveis, como frituras, refrigerantes e alimentos gordurosos.

Porém, mesmo antes desse Projeto ganhar as mesas de debates dos parlamentares em Brasília, escolas de Maceió já faziam dessa sugestão uma prática. Durante reunião de pais de rotina, em um colégio situado no bairro de Stella Maris, pais de alunos sugeriram que refrigerantes fossem cortados do cardápio da lanchonete.

Mudança difícil

“Há cinco anos, trabalhamos junto aos alunos um projeto pedagógico sobre a boa alimentação. Após orientar os alunos sobre as vantagens de ter uma alimentação saudável houve o corte das vendas de refrigerantes, frituras e alimentos gordurosos em nossa lanchonete”, comentou a coordenadora do ensino fundamental do Colégio Contato de Maceió, Mauricea Nascimento.

Segundo a  coordenadora, o processo não foi nada fácil. “Após conscientizarmos os alunos alguns pais ainda relutaram muito. Houve casos em que os pais chegaram a nos ameaçar e afirmar que os filhos eram acostumados a beber refrigerante e não permitiriam que se privassem disso na hora do lanche”.

Atrativos

Para tornar o processo menos sofrido para os alunos o colégio buscou fazer com que a mudança não fosse brusca e se tornasse atraente. “Colocamos cestas com frutas naturais para que as crianças pudessem optar por uma fruta na merenda, mas foi em vão”, lembrou a coordenadora.

Os alunos fizeram pesquisas e também houve uma exposição de trabalhos sobre alimentação saudável. “Assim, aos poucos as crianças foram se adaptando ao novo cardápio”, destacou Mauricea.

No Centro de Desenvolvimento Integrado (CDI) o cardápio com alimentos saudáveis já faz parte da vida da turma dos pequeninos. Para não ter uma postura radical, “nas sextas-feiras é permitido o consumo de refrigerantes, mas nos outros dias da semana o lanche tem quer saudável”, pontuou Simone Lima dos Santos, coordenadora da educação infantil do CDI.

O Projeto proíbe a venda de refrigerantes, alimentos com alto índice de açúcar e ricos em gorduras e sal.

 Outro ponto defendido pelos senadores além da venda de alimentos saudáveis é o estímulo à educação nutricional e sanitária nos estabelecimentos de ensino.

O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.