A morte neste sábado de outro presidiário por graves queimaduras aumentou para 31 o número de vítimas em um conflito ocorrido ontem entre dois grupos de uma prisão da cidade boliviana de Santa Cruz, informou o ministro de Governo, Carlos Romero. O enfrentamento, aparentemente por disputa de poder, aconteceu de madrugada em Chonchocorito, o setor de segurança máxima da penitenciária da cidade de Santa Cruz.

A maioria dos detentos morreram ontem carbonizados depois que seus agressores explodiram dois bujões de gás e usaram outros como lança-chamas e para provocar intoxicações. Entre os mortos está uma criança de um ano e meio que seria uma das dezenas de menores que vivem em Palmasola com seus pais, uma prática aceita nas prisões da Bolívia quando os menores não têm outros familiares que os acolham.

Há outros 37 feridos em estado grave nos hospitais de Santa Cruz, a maioria com graves queimaduras que em alguns casos abrangem entre 60% e 90% de seus corpos, afirmaram os meios de comunicação. Os prisioneiros também atacaram seus rivais com facas, pedaços de madeira e, possivelmente, com armas de fogo, uma vez que no local do conflito foram encontradas cápsulas de projétil de balas.