O advogado Adriano Soares, ex-secretário estadual de Educação, usou as redes sociais para “comentar” a informação veiculada na mídia alagoana sobre a aquisição de recurso, no valor de R$ 20 milhões, conseguidos pela atual gestora da pasta, Josicleide Moura, durante um encontro com o Ministro da Educação Aloizio Mercandante e o Senador Benedito de Lira, em Brasília, para melhoria nas unidades educacionais alagoanas.
De acordo com a secretária de Educação, o recurso será destinado para a construção de 34 novas escolas e a reforma de 153 unidades. De uma forma bem explicativa, Soares afirmou que o recurso conseguido é “proporcionalmente insignificante para os projetos da educação”.
Segundo ele, os custos para reforma das unidades estão orçados em cerca de R$ 129 milhões. “A conta é mais ou menos assim: a correção de fluxo idade/série dos alunos da rede pública estadual, se for feita integralmente, orça mais ou menos, por baixo, em R$ 40 milhões de reais. Pode-se fazer parcialmente, aí se gastariam uns R$ 11 milhões. Colocamos no PAR/MEC a segunda fase da reforma das outras 162 escolas, que está orçada mais ou menos em R$ 70 milhões de reais. A construção de 34 escolas novas pelo modelo RDC, alcançando 80% da taxa de cobertura do ensino médio, está orçada mais ou menos em R$ 129 milhões de reais”, alfinetou.
O ex-secretário disse ainda que as notícias sobre a aquisição do recurso dão a dimensão do estado de paralisia que será imposta à educação de Alagoas. “Ir pedir R$ 20 milhões para fazer tudo isso demonstra que o Senador Benedito de Lira foi mal assessorado. Uma observação comparativa pode bem demonstrar como proporcionalmente esse valor é insignificante para os projetos da educação. Só o marco referencial de Maceió (a reforma do antigo Alagoinha) foi orçado em R$ 12 milhões a serem suportados pelos cofres públicos”, finalizou.
