“Denúncias nunca são benéficas, seja para a própria Casa, para o Estado como um todo, passando pela população. Mas, posso dizer que tive uma conversa com o presidente da ALE e estou muito seguro dos próximos passos dessa investigação”. A afirmativa é do governador Teotonio Vilela sobre as denúncias de irregularidades na folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

Vilela garantiu ter muita confiança no presidente do Legislativo, Fernando Toledo, e no Ministério Público Estadual (MPE/AL), que irá conduzir as investigações do caso denunciado pelo deputado João Henrique Caldas (PTN). “O Ministério Público é um órgão sério, já deu provas de que é confiável e tenho certeza que irá conduzir com muita imparcialidade esse processo”, ressaltou.

O governador relatou que teve um encontro com Toledo para discutir a situação.

O esquema

Os extratos das movimentações financeiras da Casa de Tavares Bastos no ano de 2011 renderam vários desdobramentos e dores de cabeça para a Mesa Diretora.   Conforme dados fornecido pela Caixa Econômica Federal (CEF), um servidor recebeu 14 salários – com valores médios entre R$ 1.400 e R$ 1.700 cada - no mês de janeiro e oito salários em cada um dos meses seguintes, de fevereiro a dezembro.

Com a variação nos valores pagos, em janeiro foram creditados na conta corrente de um servidor R$ 31.734,92. Em fevereiro e março, ele recebeu em torno de R$ 13 mil (cada mês) e entre abril e dezembro, R$ 9.700. O servidor dos 102 salários foi exonerado em março deste ano.

Mudanças

Devido às denúncias, a Procuradoria Geral da Casa anunciou uma lista composta por 15 itens com mudanças, entre elas a suspensão da Gratificação de Dedicação Excepcional, a conhecida GDE. Além disso, a instalação de um ponto eletrônico, o recadastramento geral dos servidores e a exoneração de servidores de forma irregular, também foram anunciados.