Lembrando quando houve a inundação de 2010, Alagoas se deparou com uma grande catástrofe que vitimou centenas de pessoas, destruiu casas, estradas, pontes, e tudo o que a água encontrou pela frente.
Algum tempo depois (2011), a pior catástrofe do Japão destruiu boa parte do país. Um tsunami devastador matou pessoas, destruiu cidades inteiras e precisou de uma força-tarefa para que o país se reerguesse. Um ano após o desastre natural, o Japão já estava completamente recuperado, ainda em reconstrução, mas poucas semanas depois já não havia nenhuma via danificada.
Lembro que a comparação em 2012, não era com a “lerdeza” de Pernambuco, do Rio ou de Santa Catarina, mas com o primeiro mundo - Japão.
Daqui do Japão - de férias - vejo que deveríamos comparar Alagoas e todo o Brasil não só quanto à infraestrutura e ao poder de superação, mas em relação a outros detalhes da realidade nipônica.
Quando um turista chega por essas bandas alguém logo explica que o Japão se orgulha da água potável na torneira e da segurança nas ruas. É assim mesmo, a água além de potável tem um bom sabor e nas ruas tudo tem seu dono e ninguém mexe no que não lhe pertence. Há policiais, poucos, mas sempre atentos e por todo lugar.
O japonês poderia se orgulhar mais do que da água limpa para todos - indiscriminadamente - e do que da segurança pública invejável, mas também pelo transporte eficiente, pela internet rápida e disponível gratuitamente em praticamente todo lugar e também pela higiene, limpeza das ruas, mesmo sendo difícil encontrar um lixeiro.
Lixeiros, aliás, quando encontrados já são próprios para a coleta seletiva, sim, em shoppings, galerias, restaurantes, sempre lixo separado. Quando alguém precisa jogar algo fora guarda na bolsa até encontrar um lugar apropriado. E isso é super comum, e aquele que desrespeitar as regras pode levar uma baita multa.
Difícil mesmo é o idioma. A comunicação é complicadíssima, pouquíssimos falam inglês e quando falam o sotaque atrapalha o entendimento... Mas ser turista é viver aventuras inesquecíveis.
Quanto ao transporte coletivo, o serviço é ótimo, facilmente encontra-se uma estação de trem ou metrô ou ponto de ônibus - o idioma que dificulta mesmo. Outra curiosidade é a poluição visual. Mas o japonês é tão ávido por informação que se compreende toda essa invasão de placas, banners, posters e folhetos de todo tipo.... Ainda assim a cidade é incrivelmente limpa.
Por falar em transporte coletivo, que pessoas silenciosas, calmas, concentradas e solitárias. Poucos andam juntos, e quando andam são 3, no máximo. A maioria está sozinha. Por todo canto, com um fone de ouvido, um celular na mão (ou dois) e uma bolsa bem estilosa e um sapato esquisito.